Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Macapá, Juarez Menescal, pagou fiança de R$ 8 mil e foi liberado após prestar depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (26). Ele foi um dos alvos da Operação Palanque Digital, deflagrada pela PF em conjunto com o Ministério Público Eleitoral. O Portal SN apurou que Menescal foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Além dele, outra prisão pelo mesmo crime ocorreu em Canela (RS).
Durante entrevista coletiva no fim da manhã, a própria Polícia Federal confirmou que houve duas prisões com base no Estatuto do Desarmamento. Nas redes sociais, porém, Menescal negou que tenha sido preso. Em páginas ligadas ao grupo investigado e identificado como “líder da comunicação do Dr Furlan”, ele alegou que esteve na PF apenas para realizar uma suposta “atualização cadastral”, afirmando possuir registro como CAC (colecionador, atirador e caçador).
“Atualização de endereço, um procedimento natural”. Ele também repetiu o discurso do ex-prefeito de que a investigação faz parte de uma conspiração política. Após o pagamento da fiança, o ex-secretário deixou a sede da Superintendência da PF acompanhado de advogados.

Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação em página criada pelo grupo investigado
“Milícia digital”
Durante coletiva, o delegado responsável pelo caso reiterou que a investigação aponta a existência de um grupo estruturado para produzir desinformação, atacar adversários políticos, disparar conteúdos considerados fake news e promover a imagem do ex-prefeito Antônio Furlan.
Segundo a PF, o esquema teria operado desde o período em que Furlan comandava a Prefeitura de Macapá.
O ex-prefeito já havia sido afastado do cargo no dia 4 de março durante a Operação Paroxismo, que apura supostos desvios e fraudes na construção do Hospital Municipal de Macapá.