Cuiabá já é, ao mesmo tempo, uma cidade cosmopolita e um polo de gestão e serviços; em suma, uma cidade multifuncional. Assim, consolida-se, dia após dia, como o grande centro administrativo, universitário e de saúde de Mato Grosso, além de carregar, com orgulho, a importância de ser a capital do Estado. É, por natureza, uma cidade cuja importância vem sendo lastreada em suas três vocações originais: a política, a de comércio e serviços e, por fim, a cultural e turística. Esta última, aliás, a torna o principal portal de acesso ao Pantanal, à Chapada dos Guimarães e a outras riquezas naturais da nossa região, como Nobres.
É verdade que já teve oportunidade de desenvolvimento industrial no passado, na época áurea das usinas de cana-de-açúcar e do extrativismo. Naquele período, pelo menos dois projetos de ferrovias foram considerados para cá, mas não vingaram. Faltou para isso, entre outras coisas, uma representatividade política forte; por outro lado, sobraram interesses alheios aos da sua gente, vindos do Império e dos financistas da época. Consequentemente, o isolamento decorrente das grandes distâncias e as crises econômicas sucessivas ditaram o destino daquela pretensão.
O que o passado nos ensina, com clareza, é que o caminho mais acertado para o desenvolvimento sempre será priorizar as atividades para as quais uma cidade ou região é naturalmente vocacionada, principalmente quando na condição de capital como Cuiabá. Ou seja: consolidar as…
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