As consultas agendadas em Porto Velho sofreram um forte impacto devido à ausência de pacientes no primeiro trimestre de 2026. O relatório gerencial de absenteísmo da rede municipal revelou que 12.161 faltas foram registradas no período. Esse número representa uma média diária de 135 atendimentos desperdiçados na capital, o equivalente a quase seis consultas perdidas por hora.
De acordo com o levantamento, o Caps AD lidera o ranking de faltas com 1.187 ausências. Em seguida, aparecem o Caps Três Marias (905), a USF Agenor de Carvalho (662), a USF Castanheiras (659) e a USF Três Marias (617). O cancelamento prévio das consultas agendadas permitiria que a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) remanejasse as vagas para usuários que aguardam na fila.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explicou que o comparecimento é fundamental para otimizar os serviços. Segundo a titular da pasta, cada falta sem aviso prévio gera uma ociosidade nociva no sistema, impedindo que outras pessoas necessitadas recebam atendimento médico. A Semusa orienta a população a comunicar a impossibilidade de comparecer.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, enfatizou que o fortalecimento da saúde pública depende também da conscientização dos cidadãos. O chefe do Executivo destacou que a gestão trabalha na ampliação do agendamento de consultas agendadas em Porto Velho, mas o apoio da comunidade é indispensável.
A responsabilidade compartilhada ajuda a reduzir o tempo de espera e garante um fluxo assistencial mais eficiente. A administração municipal reforça que o absenteísmo desorganiza as agendas dos profissionais e sobrecarrega a estrutura física das unidades de saúde da Família (USF) e centros de atenção psicossocial (Caps).




