Urologista alerta sobre uso de testosterona artificial – Diário do Amapá


 

Douglas Lima
Editor

 

Ao abordar os baixos níveis de testosterona, sobretudo em jovens, o urologista Lecildo Lira alerta que não há uma média geral para o hormônio. Segundo o especialista, fatores do estilo de vida do paciente, como rotina de sono, alimentação e tempo de tela devem ser considerados antes de se recorrer ao uso de substâncias exógenas.

 

O alerta do médico foi feito durante o programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta segunda-feira, 25, e é direcionado, principalmente, a pessoas que buscam se encaixar em padrões estipulados por fontes não oficiais.

Lecildo atentou para o fato de que, em alguns casos, o nível de testosterona em 300 é o normal, enquanto em outros o índice pode chegar a mil e ainda ser considerado adequado.

 

Sobre a testosterona artificial, Lira explica que o uso só deve ocorrer com acompanhamento profissional. Ele também recomenda cautela com a realização de exames, levando em consideração o horário em que foram feitos e até mesmo a credibilidade do laboratório.

 

O médico afirma ainda que, quando as doses do hormônio são altas, o organismo para de produzir a testosterona naturalmente, o que, a longo prazo, pode tornar o paciente dependente do medicamento.

 

Ao comentar o falecimento do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, ocorrido no último sábado, 23, o especialista destacou a necessidade de atenção ao caso, ressaltando que ainda não é possível apontar a causa da morte.

 

“Cada caso deve ser avaliado, as doenças prévias, quais medicamentos o paciente consumia. O problema é o uso estético de substâncias para a alta performance, isso é bem comum em academias”, esclareceu.

 

Acerca dos efeitos colaterais do uso de hormônios artificiais, o urologista listou a irritabilidade e a acne como as principais reações diretas, além de sequelas no coração e no fígado, e aumento do colesterol ruim (LDL) e diminuição do bom (HDL). Sobre outros recursos, como os termogênicos, ele alertou para a alteração da frequência cardíaca.

 

“Atividade física é importante, você precisa ter a sua massa muscular, mas é preciso cuidado, não existe caminho fácil”, concluiu.

 

 



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