Três homens, R.S.S., A.E.S.S., e A.S.S., foram presos na tarde dessa quinta feira, 21, em ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-RR) no município de Rorainópolis, sul de Roraima. Os três são suspeitos de participarem ativamente do tráfico de drogas na região.
Segundo apuração da FolhaBV, A.S.S., vulgo “Imperador”, é apontado como o responsável por abastecer o tráfico no local. Ele omprava cerca de cinco quilos de entorpecente por semana e, em seguida, dividia esse montante em porções menores, conhecidas como “cem”, “vinte e cinco” e “cinco” (invólucros com 100 g, 25 g e 5 g de droga). Essas porções eram revendidas a bocas de fumo menores, situadas nos bairros mais afastados, onde eram novamente fracionadas em pedaços ainda menores, pesando em média 1 grama cada, para serem vendidas aos consumidores finais (usuários de drogas).
As vendas eram realizadas tammbém em uma loja de roupas, a qual A.S.S. era proprietário e a usava como fachada para fazer as vendas de entorpecentes. A ação teria iniciado após as investigações apontarem atitudes suspeitas pela região.


A dinâmica das prisões começou por volta das 13h15, quando a equipe flagrou o jovem R. S. S. saindo da casa de “Imperador” com uma sacola rosa contendo entorpecentes. Ele foi seguido até o bairro Suelândia, onde os policiais encontraram parte da droga em seu quarto. R. S. S. confessou a origem do material e revelou que a mercadoria seria dividida com um terceiro comparsa, A. E. S. S., detento que cumpre pena no regime semiaberto.
Após o primeiro flagrante, as equipes retornaram à residência de “Imperador” no bairro Nova Cidade. O suspeito tentou fugir pulando muros de quintais vizinhos, mas foi capturado escondido em uma oficina eletrônica com skank no bolso. No imóvel dele, os policiais localizaram o grosso do carregamento de pasta base e skank. Em depoimento informal, o distribuidor admitiu que as substâncias vinham do Piauí, enviadas por um fornecedor conhecido como “Marreco”.




Na loja de A.S.S., mais porções de skank foram localizadas. A namorada do acusado que trabalhava no estabelecimento e presenciava a movimentação de usuários, foi qualificada como testemunha. Por fim, os policiais prenderam o detento do semiaberto, A. E. S. S., em seu local de trabalho, um comércio de material de construção, onde ele confessou ter ordenado a busca da droga.
Os três suspeitos, que já possuem passagens pelo sistema prisional, foram assistidos por uma advogada durante a confecção do boletim de ocorrência e encaminhados para os procedimentos legais cabíveis.