
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (20), enquanto a Bolsa brasileira registrou forte alta, em meio à melhora do cenário internacional após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã.
A moeda norte-americana caiu 0,74% e encerrou o dia cotada a R$ 5,0034, mas permaneceu acima da marca de R$ 5. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), subiu 1,77% e fechou aos 177,3 mil pontos.
O desempenho representa uma virada no mercado em relação ao dia anterior. Na terça-feira (19), o dólar havia subido 0,85% e a Bolsa recuou 1,52%, pressionados pelo temor de agravamento do conflito no Oriente Médio e pela alta do petróleo.
A mudança de humor dos investidores ocorreu após Trump afirmar que a guerra contra o Irã pode terminar rapidamente e que os Estados Unidos estariam “nos estágios finais de negociação” por um acordo de paz com Teerã.
Impacto das Declarações de Trump no Mercado
As declarações provocaram forte queda no preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, caiu 5,63% e fechou a US$ 105,02. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 5,66%, a US$ 98,26.
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A redução das cotações ajudou a aliviar as preocupações do mercado com a inflação global. Investidores temiam que a disparada do petróleo provocasse um cenário de estagflação (combinação de inflação alta com economia enfraquecida) e levasse o Federal Reserve (Fed) a manter os juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.
Alívio nas Preocupações de Inflação Global
Durante o dia, o dólar chegou à máxima de R$ 5,0576 e à mínima de R$ 4,9999. Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%. Apesar disso, ainda sobe 1,02% em maio. No acumulado de 2026, o dólar registra desvalorização de 8,85% frente ao real.
Mesmo com o otimismo desta quarta-feira, o mercado segue cauteloso diante das incertezas no Oriente Médio. Desde o início do conflito, em fevereiro, Trump já fez outras declarações indicando proximidade de um acordo, sem avanço concreto nas negociações.