Após ataque, Instituto São José retoma aulas com detectores e polícia

As aulas do Instituto São José, em Rio Branco, voltaram nesta segunda-feira (18), quase duas semanas após o ataque que terminou com a morte de duas servidoras da escola. O retorno está sendo feito de forma escalonada e com uma série de medidas de acolhimento e segurança para estudantes, professores e funcionários.

Segundo a direção da instituição, a volta das atividades foi organizada após uma semana de reuniões entre equipes da escola, pais, representantes da Educação, Saúde, Assistência Social, Segurança Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça. O objetivo é garantir um ambiente mais seguro e acolhedor para toda a comunidade escolar.

A polícia esteve presente na escola | Foto: ContilNet

A polícia esteve presente na escola | Foto: ContilNet

Durante os primeiros dias, os alunos participarão de atividades leves, com rodas de conversa, momentos de escuta, convivência e apoio psicológico. A escola informou que a prioridade neste momento é ajudar estudantes e servidores a retomarem a rotina de maneira cuidadosa.

Após ataque, Instituto São José retoma aulas com detectores e polícia

Pais acompanharam o retorno das aulas | Foto: ContilNet

Além do acompanhamento psicossocial, o retorno contará com reforço na segurança. Entre as medidas adotadas estão detectores de metais e presença da Polícia Militar Escolar e Comunitária, em parceria com outros órgãos públicos.

O ataque

Após ataque, Instituto São José retoma aulas com detectores e polícia

A escola foi palco de uma tragédia | Foto: Juan Diaz, ContilNet

O caso que abalou a escola aconteceu na tarde do dia 5 de maio. Um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e atirou contra quatro pessoas: três funcionárias e uma estudante de 11 anos.

As inspetoras de corredor Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, morreram ainda no local. A estudante e outra funcionária ficaram feridas e foram levadas ao Pronto-Socorro de Rio Branco pelo Samu.

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Após o ataque, o adolescente foi até o Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Acre, que fica perto da escola, e se entregou. Segundo a polícia, a arma usada pertencia ao padrasto do jovem, o advogado Ruan Mesquita, que chegou a ser levado para a Delegacia de Flagrantes, mas foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Alzenir trabalhava há décadas no Instituto São José, enquanto Raquel fazia parte da equipe da escola havia cerca de três anos. O caso causou grande comoção entre estudantes, familiares e moradores de Rio Branco.

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