Reciclagem exige mudança de hábitos e combate ao consumismo


Reciclar é importante e necessário, mas especialistas alertam que apenas separar resíduos não será suficiente para reduzir os impactos da crise climática e da degradação ambiental. O desafio passa também pela mudança dos sistemas produtivos, pela redução do consumismo e pelo desenvolvimento de uma consciência ecológica mais ampla entre governos, empresas e consumidores.

Neste sábado (17), é celebrado o Dia Internacional da Reciclagem, data instituída pela UNESCO para conscientizar a sociedade sobre a importância do descarte correto dos resíduos sólidos e da preservação ambiental.

A mobilização internacional ganhou força principalmente após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em 1972, que colocou em evidência a necessidade urgente de proteção do planeta diante do avanço da poluição, do desperdício e da exploração excessiva dos recursos naturais.

Além da reciclagem, a discussão envolve temas como economia circular, desperdício zero, consumo consciente e redução da produção de resíduos. O alerta é reforçado diante do crescimento acelerado da geração de lixo em todo o mundo.

Segundo dados citados no texto, em 2020 o planeta produziu cerca de 460 milhões de toneladas de resíduos, sendo aproximadamente 353 milhões de toneladas apenas de plástico. O problema preocupa porque somente cerca de 9% do lixo plástico gerado globalmente é reciclado.

O restante acaba em aterros sanitários, rios, mares, terrenos baldios e espaços públicos, agravando a poluição ambiental e contribuindo para a emissão de gases de efeito estufa.

Consumismo e desperdício ampliam crise ambiental

O texto também chama atenção para o consumismo como um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da produção de lixo. A lógica de consumo excessivo, impulsionada pelo marketing e pela busca de lucro, estimula a compra além das necessidades reais da população.

Além do aumento na geração de resíduos, o desperdício também atinge áreas essenciais, como alimentos, água, energia, roupas e materiais de construção.

Dados mencionados apontam que mais de 1,1 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no mundo, enquanto milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar e fome extrema.

Outro ponto destacado é o crescimento da produção de plásticos e a dificuldade global em estabelecer políticas mais rígidas de reciclagem, logística reversa e redução do uso desses materiais.

Brasil enfrenta desafios na coleta seletiva

No Brasil, a situação também preocupa. O país produz cerca de 11,4 milhões de toneladas de lixo plástico por ano e recicla apenas uma pequena parcela desse volume.

A falta de políticas públicas eficientes, aliada à ausência de coleta seletiva em diversas cidades brasileiras, amplia os problemas ambientais e dificulta o avanço da economia circular.

O texto cita ainda levantamento do IBGE que reforça a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada pela Lei nº 12.305/2010, que estabelece diretrizes para separação, reciclagem e destinação adequada dos resíduos.

Apesar disso, muitos municípios ainda não possuem estrutura adequada para coleta seletiva e reciclagem.

ODS e sustentabilidade

O artigo também lembra que a Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu o consumo e a produção responsáveis entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentro da Agenda 2030.

Entre as metas estão a redução do desperdício, o incentivo à reciclagem, a gestão adequada de resíduos sólidos, a responsabilidade ambiental das empresas e o fortalecimento da educação ambiental.

Segundo o texto, enfrentar a crise ambiental exige mudanças estruturais, participação da sociedade e políticas públicas permanentes que incentivem modelos mais sustentáveis de produção e consumo.

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