Ministério da Saúde amplia vagas de residência em enfermagem e atualiza diretrizes curriculares


O Ministério da Saúde retomou a expansão da formação especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), focando na redução de vazios assistenciais e na qualificação do atendimento. Segundo dados da pasta, o Brasil conta hoje com 5.028 enfermeiros residentes em programas financiados pelo governo federal — um salto de 92% em relação a 2022, quando o setor enfrentava paralisia na criação de novas bolsas. Apenas em 2025, foram abertas mais de 900 vagas e criados 43 novos programas exclusivos para a categoria.

A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa agilizar o atendimento na rede pública. Além da expansão das residências, o Ministério anunciou nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem, um aporte de R$ 3,8 milhões para implementar as novas Diretrizes Curriculares Nacionais. A medida encerra um hiato de duas décadas sem atualizações no ensino de graduação e estrutura, pela primeira vez, diretrizes específicas para a formação técnica, com previsão de homologação para o primeiro semestre de 2026.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, os investimentos são essenciais para valorizar a maior força de trabalho da saúde pública brasileira. O plano inclui aproximar os currículos acadêmicos da realidade prática do SUS e garantir qualificação gratuita para os profissionais que já atuam na ponta do sistema, fortalecendo a assistência em regiões historicamente desassistidas.

No âmbito da formação técnica, o programa Formatec-SUS deve oferecer quase 10 mil vagas em especializações estratégicas, como oncologia, UTI e neonatologia, com investimento superior a R$ 30 milhões. O pacote de ações soma-se a outras medidas de valorização da classe, como o repasse de R$ 10,7 bilhões efetuado em 2025 para assegurar o pagamento do piso nacional da enfermagem em todo o território nacional.

*Fonte: GOV



VER NA FONTE