Brasil promete resposta em 15 dias após suspensão de carnes pela União Europeia


O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira (13) que o Brasil apresentará todos os esclarecimentos técnicos necessários à União Europeia (UE) em até 15 dias. A reação ocorre após o bloco europeu publicar uma lista de países autorizados a exportar proteína animal, na qual o Brasil foi surpreendentemente omitido. A medida, que deve entrar em vigor em setembro, baseia-se em novas diretrizes sanitárias focadas no combate à resistência bacteriana e na redução do uso de antibióticos na pecuária.

Alckmin enfatizou que o Brasil é um “exemplo mundial” em cuidados sanitários e que o governo trabalhará para reverter a suspensão. Em Bruxelas, o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva reuniu-se com autoridades da Comissão Europeia, definindo a criação de grupos de trabalho técnicos para fornecer os dados exigidos pelo bloco.

O objetivo central é provar que os padrões brasileiros atendem às novas exigências e evitar um prejuízo bilionário à balança comercial.

Nos bastidores, o governo brasileiro interpreta a restrição como uma manobra política e protecionista. A decisão surge em um momento delicado: o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória no último dia 1º de maio.

Membros da gestão federal acreditam que a barreira sanitária pode estar sendo utilizada como um entrave comercial estratégico por parte dos produtores europeus diante da nova abertura de mercado.



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