POSIÇÃO
“Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda. Temos que dar o direito de defesa a ele”
Valdemar defende Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro após operação da PF
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto defendeu o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no palanque com o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A fala ocorreu à CNN Brasil nesta terça-feira (12) em meio aos desgastes da operação Compliance Zero. “Hoje ainda queremos [Ciro no palanque de Flávio]. Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem alguma coisa contra ele, a conversa muda. Temos que dar o direito de defesa a ele”, disse.
Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada na última semana. A ação apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo o senador.
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Fundador do Master, Daniel Vorcaro teria concedido vantagens econômicas ao congressista pela atuação dele em favor do banco no Senado. Em um dos casos, Nogueira apresentou uma emenda que, segundo a PF, foi redigida pela equipe do ex-banqueiro.

Na proposta, que não avançou no Senado, Ciro propunha ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A Polícia Federal reforçou que “a proposta apresentada ao Senado reproduziu integralmente a versão encaminhada pelo banco” e o senador “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do dono do Banco Master.
Após a ação, o Partido Progressistas (PP) se manifestou por nota. “O Progressistas espera que os fatos ocorridos na data de hoje, com o presidente Ciro Nogueira, sejam devidamente esclarecidos, com estrita observância ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal. O partido manifesta sua confiança nas instituições e na Justiça brasileira”, diz o texto assinado pelo secretário-geral do PP, Aldo Rosa.
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Já a defesa do senador, naquele momento, repudiou “qualquer ilação de ilicitude” acerca da atuação dele no Congresso. Disse, ainda, que Nogueira está à disposição para prestar esclarecimentos e que as decisões ocorreram com base em “mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”.
Na segunda-feira (11), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou por meio de seu escritório que deixou a defesa do congressista. “O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, diz a nota. Além de Kakay, assinam o documento Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho e Álvaro Chaves.