Professores e servidores da educação municipal seguem mobilizados em frente à Prefeitura de Rio Branco nesta terça-feira, 12, e podem transformar a paralisação iniciada na segunda, 11, em greve, caso a categoria rejeite a contraproposta apresentada pela gestão municipal. A manifestação reúne profissionais da rede que cobram reposição salarial, valorização dos servidores de apoio e melhores condições estruturais e de segurança nas escolas.
A presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Acre (Sinproacre), Alcilene Gurgel, explicou que o movimento começou ainda na segunda-feira e que a definição sobre uma greve depende da deliberação da categoria.
“Começamos ontem, segunda, terça, e nós estávamos em uma paralisação apenas. A partir de agora pode ser que seja deflagrada uma greve. Por enquanto ainda não é uma greve. Mas neste momento aqui nós estamos colocando a proposta da prefeitura, se a categoria rejeitar, então poderá se tornar uma greve”, afirmou.
Segundo ela, a proposta inicial apresentada pelos sindicatos previa reajuste escalonado de 10%, sendo 5% pagos em junho e outros 5% no fim do ano. “A proposta da categoria, que os sindicatos encaminharam, era 5% agora em junho e mais 5% no final do ano, novembro, dezembro, ou quiçá até janeiro. Que dessem mais 5% para todos os trabalhadores da educação”, detalhou.
No entanto, a prefeitura apresentou uma contraproposta inferior ao pleito da categoria. “A prefeitura agora deu uma contra-proposta dizendo que não tem como dar esses 10%, mesmo parcelado, que seria só 5% agora em junho. E o pessoal de apoio, que é do ensino fundamental, que ganha complementação para o salário mínimo, passaria a ter um piso do salário mínimo. Isso representa, em termo percentual, 7,54%”, disse.
Ainda de acordo com Alcilene, os servidores de apoio passariam a receber R$ 1.621. Apesar disso, ela destacou que a proposta ainda seria submetida à votação da categoria. “Nós estamos colocando nesse momento aqui para a categoria e, no final, vai ser votado, vai ser deliberado se aceitam essa proposta da prefeitura ou não. Mas, pelo clima aqui, é de não aceitar”, pontuou.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, afirmou que até o momento a prefeitura não oficializou a proposta apresentada verbalmente durante a reunião.
“Até agora só teve conversa, não entregaram a proposta, ela tem que ser oficializada. Mas a proposta que vamos entregar, a nossa categoria não quer só isso, quer mais. Queremos essa parcela de 5% agora e 5% no final do ano”, declarou.
Rosana afirmou que a categoria aceita o parcelamento como forma de facilitar um acordo, mas criticou a postura da administração municipal. “Pode pagar em novembro, nós aceitamos, estamos sendo generosos. Poderíamos estar ficando o pé e querer tudo agora?. Nós estamos aceitando o parcelamento, a prefeitura que tem se posicionado radical e não conceder”, ressaltou.
Ela também rebateu o argumento de falta de recursos apresentado pela gestão. “Argumentos de que não tem dinheiro, dinheiro tem sim, tem o MDE, o recurso previsto sempre chega acima do valor que é previsto para o ano. O que está faltando é boa vontade para se resolver uma coisa que não é complicada e nem difícil de ser feita”, afirmou.