Florianópolis – O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, encontrado sem vida na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo o órgão, não foram encontrados indícios de que o animal tenha sido vítima de agressões praticadas por adolescentes.

(Foto: Reprodução)
Em nota divulgada nesta terça-feira (12), o MP informou que a morte do cachorro está relacionada a uma condição grave e preexistente de saúde.
As investigações apontaram que houve um erro na cronologia inicialmente estabelecida pela polícia. Isso porque imagens do sistema de monitoramento de um condomínio utilizado na apuração estavam com cerca de 30 minutos de adiantamento.
Com a correção dos horários, o Ministério Público concluiu que os adolescentes investigados não estavam com o animal na orla da Praia Brava no mesmo momento. Segundo o órgão, o cão estava a aproximadamente 600 metros de distância do local onde o jovem apontado como suspeito se encontrava.
Ainda conforme o MP, imagens analisadas mostram que o cachorro apresentava capacidade motora normal cerca de uma hora após a suposta agressão.
Os laudos periciais também descartaram sinais de maus-tratos. Após a exumação do corpo, um perito veterinário afirmou que não foram identificadas fraturas ou lesões compatíveis com violência recente ou ação humana.
Durante a análise, foi constatado que o cão sofria de osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea considerada grave e crônica.
“As imagens do crânio demonstram uma lesão profunda e antiga, compatível com infecção de evolução prolongada”, informou o Ministério Público.
O órgão também descartou um possível caso de coação envolvendo familiares dos adolescentes investigados e o porteiro de um condomínio da região. Segundo o MP, o episódio se tratou apenas de um desentendimento sem relação direta com o inquérito.