Trump ameaça Irã com “mais força” após ataque no Estreito de Ormuz


EUA –  O clima de tensão no Oriente Médio atingiu um novo ápice nesta quinta-feira (7). O presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou sua rede social Truth Social nesta quinta-feira (7) para afirmar que três destróieres da Marinha americana saíram ilesos de um ataque coordenado pelo Irã no Estreito de Ormuz. Em tom de ultimato, Trump ameaçou retaliar com “mais força e violência” caso Teerã não assine um acordo para encerrar as hostilidades rapidamente.

(Foto: Reprodução Instagram @whitehouse)

Segundo o presidente, as embarcações transitaram pela região com “grande sucesso”. Trump ainda alegou que as forças iranianas sofreram baixas significativas, mencionando a destruição de drones e de diversas embarcações da frota inimiga.

Enquanto Washington celebra o sucesso da operação, o governo do Irã acusa os EUA de violarem o cessar-fogo vigente. De acordo com o comando militar iraniano, as forças americanas atacaram um petroleiro e outra embarcação civil perto do porto de Fujairah e da costa de Jask.

Explosões foram ouvidas em Bandar Abbas e na Ilha de Qeshm e veículos ligados à Guarda Revolucionária informaram que um píer de passageiros em Qeshm foi alvo de bombardeios. Surgiram especulações, ainda não confirmadas, de que os Emirados Árabes Unidos poderiam ter colaborado nos ataques aéreos contra o território iraniano.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou ter realizado ataques retaliatórios precisos contra instalações militares no Irã. A justificativa americana é de que a ação foi uma resposta a “hostilidades não provocadas”.

“O CENTCOM eliminou ameaças de entrada e atacou instalações militares iranianas responsáveis por atacar forças americanas, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, centros de comando e controle, e nós de inteligência”, diz o comunicado oficial dos militares.

Os militares americanos detalharam que o Irã utilizou uma combinação de mísseis, drones e pequenas embarcações para tentar interceptar os destróieres durante a travessia do estreito. O episódio coloca a comunidade internacional em alerta máximo para o risco de uma escalada militar sem precedentes na região.





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