Macapá (AP)
Vereadores de Macapá se solidarizaram com a presidente da Câmara, Margleide Alfaia (PDT), e às servidoras atingidas pela operação do Gaeco realizada nesta quarta-feira (6). A reação veio após denúncias de possíveis abusos durante o cumprimento dos mandados. Segundo relatos, servidoras teriam sido submetidas a pressão psicológica, tratamento considerado desumano e, em um dos casos, até à agressão física. A situação gerou forte repercussão política dentro da Casa Legislativa.
A operação foi motivada por uma representação do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD), que questiona a data de protocolo de uma denúncia que pode levá-lo à inelegibilidade. Mais cedo, o MP divulgou uma nota informando que executou a Operação Perdidos no Tempo, uma referência à suposta diferença de datas do protocolo da denúncia contra o ex-prefeito.
O Ministério Público realizou apreensões de celulares e documentos ligados ao setor de protocolo da Câmara para atender a defesa do ex-gestor que foi afastado do cargo a pedido da Polícia Federal.
Parlamentares ressaltaram que as servidoras envolvidas exercem funções técnicas e não deveriam ser tratadas como alvo de pressão. Nos bastidores, há críticas à condução das oitivas, com exigências em curto prazo e tentativas de direcionar depoimentos.

MP investiga protocolos de entrada de denúncia contra o ex-prefeito na Câmara, atendendo pedido dele
Além disso, vereadores questionam a presença de agentes na Prefeitura e apontam possível extrapolação do mandado judicial, já que o Palácio Laurindo Banha não teria sido incluído nas ordens de buscas. O MP se posicionou sobre esse tema.
“É importante destacar que as medidas constritivas não tinham como alvos as instituições públicas, mas sim servidores determinados, sob o indício de que teriam instrumentalizado suas funções públicas para, em tese, prática de ilícitos”.
O Gaeco também informou que a Câmara e a prefeitura viabilizaram o cumprimento de todos os mandados