O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), afirmou, sem citar nomes, que qualquer parlamentar deve responder por eventuais irregularidades, caso sejam comprovadas pelas investigações.

Quem cometer qualquer desvio, sendo deputado ou não, terá que responder por isso
Ele foi questionado sobre o fato de o deputado Elizeu Nascimento (Novo) ter sido alvo de mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (30), durante a Operação Emenda Oculta.
“Se o presidente, se o secretário, se um deputado, se um servidor, se alguém fizer qualquer coisa ilícita, vai pagar pelos seus atos”, disse nesta quarta-feira (6) à imprensa. “Quem cometer qualquer desvio, sendo deputado ou não, terá que responder por isso”, reforçou Max.
A operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público Estadual (MPE), apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.
O presidente da Assembleia também afirmou que nem ele nem a Procuradoria do Legislativo irão interferir nas investigações. “Confiamos no Ministério Público e em todos os órgãos de controle. Vamos deixar a cargo deles investigar e analisar os fatos”, declarou.
O deputado Elizeu Nascimento também negou, nesta quarta-feira, qualquer envolvimento no suposto esquema e afirmou que os R$ 150 mil apreendidos em sua residência estão declarados à Receita Federal e seriam utilizados em sua campanha à reeleição.
Operação Emenda Oculta
Também foram alvos da operação o irmão de Elizeu, o vereador de Cuiabá Cezinha Nascimento (União); o empresário João Nery Chirolli, dono da Chiroli Esportes; Samara Regina Lucas Barbosa, presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat); Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e o assessor da Assembleia Legislativa João Batista de Almeida e Silva.
Segundo a investigação, os recursos eram destinados a institutos e, posteriormente, repassados à empresa de Chirolli, que, por sua vez, devolveria parte dos valores aos parlamentares Elizeu e Cezinha.
Além dos mandados de busca e apreensão, os investigados também tiveram quebra dos sigilos bancário e fiscal, além da indisponibilidade de bens e bloqueio de valores em contas.
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