
O dólar fechou em queda nesta terça-feira (5), a R$ 4,91, no menor nível desde janeiro de 2024. O recuo ocorre em meio à redução das tensões no cenário internacional e ao enfraquecimento da moeda norte-americana frente a divisas emergentes.
Ao longo do dia, a cotação operou em baixa desde a abertura e chegou à mínima de R$ 4,9066. No encerramento do pregão, a moeda acumulou desvalorização de 1,12%.
O movimento acompanha a diminuição da aversão ao risco após sinais de manutenção do cessar-fogo envolvendo o Irã. Na véspera, o mercado reagiu a relatos de ataques a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos, o que elevou as incertezas globais.
Com a melhora no ambiente externo, moedas de países emergentes ganharam força, com destaque para o real, que apresentou o melhor desempenho entre as divisas mais líquidas.
No acumulado, o dólar já registra queda de 0,82% nos primeiros pregões de maio, após recuo de 4,36% em abril. Em 2026, a desvalorização da moeda norte-americana frente ao real já supera 10%.
Fatores Estruturais e Fluxo de Capital
Análises de mercado apontam que a combinação de juros elevados no Brasil e melhora nos termos de troca tem favorecido a entrada de capital estrangeiro. Também há indicação de fluxo para a bolsa e de recursos de exportadores sendo internalizados.
Ainda segundo avaliações do mercado, a queda nos preços do petróleo contribuiu para reduzir a pressão global, embora a commodity siga em patamar elevado, o que pode beneficiar países exportadores como o Brasil.
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