Braga acusa interesses financeiros após suspensão de licitação da BR-319


Brasília – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) reagiu duramente à suspensão temporária dos editais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para o asfaltamento da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, nesta terça-feira (28). Nas redes sociais, ele escreveu: “NEM QUE A VACA TUSSA vão travar a BR-319. Saiu uma liminar suspendendo a licitação do melhoramento do trecho do meio, mas seguimos em Brasília atuando contra mais essa injustiça.”

(Foto: Reprodução / Instagram @eduardobraga_am)

Durante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, nesta terça-feira (28), o parlamentar reforçou a crítica, afirmando que por trás da judicialização da rodovia haveria interesses financeiros internacionais:

“Por trás da judicialização da BR-319, existe uma engenharia de financiamento internacional, travestida de preocupação ambiental. O discurso é meio ambiente. O verdadeiro interesse é financeiro”, disse.

A decisão da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas, proferida pela juíza Mara Elisa Andrade, atendeu parcialmente a uma ação civil pública ajuizada pelo Observatório do Clima.

O órgão argumenta que o Dnit classificou as intervenções como manutenção para dispensar o licenciamento ambiental, enquanto os serviços indicariam reconstrução e pavimentação, o que exigiria estudos de impacto. A magistrada ressaltou que o responsável pela obra não pode decidir sozinho sobre a necessidade de licenciamento.

O senador Braga destacou a importância da rodovia para a população amazonense:

“A BR-319 não é uma estrada nova. Ela existe desde 1976. O que defendemos é a recuperação de uma infraestrutura abandonada pelo próprio Estado. Transformar isso em ‘nova obra’ é distorção deliberada. BR-319 é dignidade, abastecimento, desenvolvimento e o direito de ir e vir. Seguirei lutando com firmeza. Defender a BR-319 é defender o Amazonas”, escreveu nas redes sociais.

Braga já havia se manifestado na segunda-feira (27), criticando a ação judicial movida por uma organização não governamental e afirmando que trataria o tema como prioridade em sua agenda em Brasília:

“Uma ONG, que não tem sede no Amazonas, financiada por um grupo de inimigos do progresso do Amazonas, entra na Justiça para impedir o asfaltamento da BR-319. O argumento, como sempre, é o meio ambiente. Um falso interesse, porque o verdadeiro interesse é financeiro. Existem interesses daqueles que lucram com nossa dependência, com nosso atraso, com nosso isolamento. Querem um Amazonas parado, quieto, longe de tudo. Porque um Amazonas conectado, próspero, com estrada e com voz incomoda.”





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