A crise de saúde mental no ambiente de trabalho já não se limita aos números nacionais — ela se materializa, de forma concreta, na rotina dos serviços públicos de São Luís.
No Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que é celebrado em 28 de abril, o número de afastamentos por transtornos psicológicos encontra eco na crescente demanda por atendimento na capital maranhense.

A campanha da Organização Internacional do Trabalho (OIT) deste ano destaca o ambiente psicossocial, visando gerenciar riscos de saúde mental e física, com materiais focados em prevenção, organização do trabalho e ações práticas. A data foi instituída pela OIT em 2003 em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, especialmente após a explosão em uma mina em 1969.
Enquanto o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, o Maranhão contabilizou mais de 3 mil casos, de acordo com o Ministério da Previdência Social.
Em São Luís, esse impacto pode ser observado diretamente na rede de atenção psicossocial, que enfrenta aumento na procura por atendimento especializado. A capital conta com uma estrutura formada por Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ambulatórios e hospitais de referência.
Entre os principais equipamentos estão:
- O CAPS III, que atende casos mais graves e funciona como retaguarda para crises agudas;
- O CAPS AD III – GESTÃO ESTADUAL, voltado para usuários com dependência de álcool e outras drogas;
- o Ambulatório de Saúde Mental D. João Antônio Farina, referência em atendimentos especializados.