Irã propõe abrir Estreito de Hormuz; Trump exige fim de plano nuclear


EUA  – Em um novo capítulo da crise no Oriente Médio, o Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta estratégica para reabrir o Estreito de Hormuz e negociar o fim das hostilidades. Segundo informações, o plano de Teerã, enviado via mediadores paquistaneses, foca em destravar a navegação global no Golfo, adiando as complexas discussões sobre seu programa nuclear para uma fase posterior.

(Foto: Reprodução Instagram @whitehouse)

A resposta de Donald Trump foi direta. Em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, o presidente americano afirmou que as portas estão abertas, mas sob condições rígidas. “Se eles quiserem conversar, podem nos ligar. Temos linhas seguras e confiáveis”, declarou, reforçando à CNN Brasil que o abandono de ambições nucleares é inegociável: “Sem isso, não há motivo para reunião”.

O impasse diplomático já reflete na economia mundial nesta segunda-feira (27) com alta no preço do petróleo devido ao bloqueio logístico, leve avanço do dólar no pregão asiático e recuo nos contratos futuros de ações americanas diante da incerteza no transporte marítimo.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques conjuntos de EUA e Israel, já deixou milhares de vítimas. Embora um cessar-fogo tenha reduzido a intensidade dos combates, o acordo definitivo esbarra na exigência iraniana de reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio — ponto que o Ocidente interpreta como corrida para produção de armamento.

O cenário de negociação sofreu um revés no último sábado, quando Trump cancelou o envio dos representantes Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, no Paquistão, onde encontrariam delegações iranianas.

Apesar do recuo americano, o chanceler iraniano Abbas Araqchi mantém uma agenda intensa. No domingo ele passou por Paquistão e Omã no domingo e chegou à Rússia nesta segunda-feira para um encontro estratégico com o presidente Vladimir Putin.





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