Capacitação sobre autismo prepara novos servidores da rede municipal de ensino em Boa Vista



Capacitação sobre autismo prepara novos servidores da rede municipal de ensino em Boa Vista
Capacitação sobre autismo prepara novos servidores para a Rede Municipal de Ensino – Foto: Diana Sampaio/Semuc/PMBV

A semana começou com a capacitação de 373 novos servidores de Boa Vista que atuarão na Rede Municipal de Ensino. Voltada ao atendimento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a formação segue até quarta-feira, 30, no auditório da Faculdade Estácio Atual, com carga horária de 16 horas.

A iniciativa integra o conjunto de ações da Prefeitura de Boa Vista para fortalecer a educação inclusiva e qualificar o atendimento aos estudantes. Participam professores, cuidadores, assistentes de alunos, controladores de acesso, assim como merendeiras e monitores de transporte escolar, que irão atuar em unidades urbanas da rede e em centros especializados.

Formação voltada à prática e à inclusão

A capacitação é ministrada pela doutora e mestre em Educação Especial, Ana Paula Aporta, que destaca o caráter prático do conteúdo abordado ao longo dos encontros. “O objetivo é oferecer ferramentas para que esses profissionais consigam apoiar melhor os alunos, especialmente aqueles com autismo. A gente trabalha questões como comunicação, manejo de comportamento e estratégias para facilitar o processo de aprendizagem na escola”, explicou.

Conforme ela, preparar os servidores desde o início da atuação é essencial para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente. “Quando o profissional já chega com essa base, consegue ter um olhar mais sensível e adequado. Isso faz toda a diferença na forma como ele vai se relacionar com o aluno, com a família e com toda a comunidade escolar”, completou.

Preparação desde o primeiro dia

A coordenadora de Formação Continuada da rede, Regiane Rodrigues, reforçou que a qualificação dos novos servidores é uma etapa fundamental para a qualidade do ensino ofertado.

“A formação continuada é imprescindível para garantir um serviço de qualidade. Receber esses novos servidores já com essa preparação significa que eles estarão mais seguros e preparados para atuar com nossas crianças, especialmente no atendimento ao público com TEA”, destacou.

Ela também pontuou que a capacitação vai além do ambiente escolar, envolvendo a relação com as famílias. “Trabalhar com esse público exige sensibilidade e preparo. Por isso, abordamos desde o atendimento ao aluno até a comunicação com os pais, fortalecendo esse vínculo, que é essencial no processo educacional”, afirmou.

Segurança para quem está chegando

Para os novos profissionais, a capacitação representa mais segurança no início da trajetória na rede municipal. É o caso da cuidadora Marcela Castro. “Isso é fundamental, principalmente para quem está começando. A gente passa a entender melhor o que vai encontrar na prática e como lidar com cada situação. Isso nos garante mais confiança para desenvolver um bom trabalho”, disse.

Professora de artes, Geisa dos Santos também destacou a importância da formação como base para o exercício da profissão. “Cada curso é um aprendizado. A gente precisa estar sempre se atualizando, ainda mais quando se trata de um tema tão importante como o autismo. Estou muito feliz de começar já com essa oportunidade de capacitação”, relatou.

Atendimento a estudantes com TEA na rede

Atualmente, a Rede Municipal de Ensino de Boa Vista atende 2.852 estudantes com autismo. Para garantir o acompanhamento adequado, o município conta com 86 Salas de Recursos Multifuncionais, além de centros especializados que oferecem suporte às escolas.

Entre eles está o Centro de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (CETEA), que atende crianças de 2 a 12 anos matriculadas na rede municipal. A unidade reúne uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos, pedagogos, arte-educadores e assistentes sociais.

Outro importante equipamento é o Centro Municipal Integrado de Educação Especial (CMIEE), conhecido como Centrinho, que atende estudantes com diferentes necessidades educacionais específicas, incluindo alunos com autismo, oferecendo acompanhamento especializado e suporte pedagógico para o desenvolvimento desses estudantes.

Fonte: Da Redação



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