O sargento da Polícia Militar Felipe Marcolino Pina foi preso na manhã desta segunda-feira (27), durante a Operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima para investigar um esquema de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 260 milhões. O PM foi conduzido após serem encontradas armas e munições de uso de restrito.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão à uma das investigadas na residência no bairro Jardim Floresta, em Boa Vista. No local, os agentes encontraram duas pistolas calibre 9 mm, munições de diversos calibres, incluindo de uso restrito, e R$ 17.650 em dinheiro, além de objetos como notebooks, bolsas e relógios. Um veículo também foi apreendido.
O militar chegou à residência após a polícia e se apresentou como namorado da investigada. Na ocasião, o PM foi conduzido ao 2º Distrito Policial e autuado no contexto da operação. Conforme as informações obtidas pela Folha, o sargento teria afirmado que parte das munições seria utilizada em atividades como instrutor de tiro.
Nota da PM
Procurada pela reportagem, a Polícia Militar de Roraima confirmou que as munições eram de uso restrito e estavam em posse do sargento, e origem está sendo apurada. A corporação confirmou que o militar foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e para a formalização dos procedimentos cabíveis. Confira a nota:
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NOTA
“A Polícia Militar de Roraima informa que no curso da operação conduzida pela Polícia Civil, em uma das residências alvo de mandado de busca e apreensão, foram encontradas, em posse de um policial militar, munições de uso restrito cuja origem está sendo apurada.
O militar foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e para a formalização dos procedimentos cabíveis.
A PMRR ressalta que não compactua com quaisquer práticas ilícitas e reafirma seu compromisso com a legalidade, colocando-se à disposição para o pleno esclarecimento dos fatos”.
Operação Mantus


A Operação Mantus resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva, sendo sete em Roraima e um em Goiás, além de 11 mandados de busca e apreensão em diversos bairros da capital. Os alvos principais são influenciadores digitais suspeitos de divulgar plataformas ilegais de apostas, conhecidas como “jogo do tigrinho”, além de envolvimento em crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
Ainda conforme a Polícia Civil, houve bloqueio de até R$ 68 milhões em contas bancárias e apreensão de bens de alto valor, incluindo veículos e itens de luxo.