Convênio de R$ 1 milhão quer garantir selo de origem para produtos de Roraima



Um convênio de R$ 1 milhão para a estruturação de Indicações Geográficas (IGs) de produtos locais foi firmado entre a Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) e o Sebrae-RR. O foco da medida é garantir certificação de origem para itens como a paçoca, mel, soja, açaí e banana, agregando valor comercial à produção roraimense.

A Indicação Geográfica funciona como um selo de qualidade que atesta que o produto possui características únicas devido à região onde é produzido. No caso da soja, por exemplo, a luminosidade de Roraima resulta em grãos com maiores teores de proteína e óleo — um diferencial técnico que, com a certificação, permite ao produtor negociar melhores preços e acessar mercados mais exigentes.

O secretário da Seadi, Marcio Grangeiro, destacou o caráter estratégico da iniciativa e o planejamento de longo prazo. “Estamos construindo uma base sólida para o desenvolvimento do setor produtivo. É um trabalho contínuo, que vai gerar resultados consistentes e duradouros para o estado”, afirmou.

O superintendente do Sebrae-RR, Emerson Baú, ressaltou os diferenciais dos produtos roraimenses, impulsionados pelas condições naturais do estado. Segundo ele, culturas como a soja apresentam teores elevados de proteína e óleo, enquanto o mel se destaca pela pureza e diversidade.

Nossos produtos possuem identidade própria, qualidade diferenciada e garantem rastreabilidade ao consumidor, o que amplia o acesso a mercados mais exigentes”, destacou.

Baú também enfatizou que o convênio contribui diretamente para a geração de emprego e renda, além de valorizar a produção regional.

Segundo dados da Aprosoja-RR, a produção de soja no estado saltou de 30 mil hectares em 2012 para uma estimativa de até 150 mil hectares na safra atual. Para o setor, o convênio é o passo necessário para profissionalizar essa expansão, garantindo rastreabilidade e competitividade tanto no mercado nacional quanto no internacional.

Além dos grãos, a estruturação das IGs deve beneficiar diretamente a agricultura familiar e produtores de mel e açaí, que passam a contar com um reconhecimento jurídico e comercial da qualidade do que é produzido no estado.



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