Fiscalização flagra preço abusivo em posto do Setor Bueno


Irregularidades

Motivado por denúncias, um dos postos fiscalizados foi autuado na região nobre de Goiânia; polícia investiga possível propaganda enganosa

Imagem do local autuado

Fiscalização flagrou omissão de dados obrigatórios e valores abusivos em posto do Setor Bueno (Foto: divulgação)

Uma operação de fiscalização flagrou preço abusivo em posto de combustíveis do Setor Bueno, em Goiânia, nesta quinta-feira (24/4). O estabelecimento, que foi autuado, também não disponibilizava informações básicas sobre as cobranças aos consumidores. A ação foi conduzida pela Polícia Civil (PC) e pelo Procon Goiás, que constataram irregularidades graves, incluindo a omissão sobre a procedência do combustível comercializado. Agora, o é alvo de investigação, que deverá apurar possíveis práticas de propaganda enganosa.

A ofensiva integra a Operação Olho Vivo, que monitora denúncias de abusos no mercado de combustíveis em todo o estado. Segundo os fiscais, o estabelecimento penalizado não apenas operava com margens de lucro suspeitas, mas também falhava em oferecer transparência obrigatória sobre a origem do produto, o que compromete o direito de escolha e a segurança do motorista.

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Um segundo posto chegou a ser fiscalizado no Jardim América, mas não foram encontradas irregularidades durante a ação.

Inquérito Policial

A Decon instaurou um procedimento oficial para investigar se as práticas configuram crime contra as relações de consumo. Segundo a corporação, o objetivo é garantir que a liberdade de preços não se transforme em exploração ilícita, especialmente em áreas de alto fluxo da capital.

De acordo com a PC, a fiscalização foi motivada diretamente por denúncias de consumidores que notaram irregularidades e decidiram agir. A corporação informa que vai manter presença constante nos bairros de Goiânia para coibir práticas abusivas.

O foco das equipes é conferir se o valor do painel é exatamente o mesmo cobrado na bomba e assegurar que o combustível seja de confiança. Com a autuação, o estabelecimento terá um prazo para apresentar defesa junto aos órgãos de controle, mas segue monitorado pela força-tarefa estadual.

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