A arte mais difícil na política, é a da transferência de votos de alguém que sempre teve boa votação, para ajudar um aliado que não se apresenta bem nas pesquisas. As urnas têm seus mistérios. Em um ou outro caso, acontece a transferência, mas é um fenômeno ocasional. É como um raio caindo seguidamente no mesmo lugar. Poderíamos citar mais casos, mas vamos ficar em duas lideranças consolidadas do Acre, o ex-governador Gladson Cameli (PP) e o ex-senador Jorge Viana (PT). No auge da sua popularidade no governo, Jorge Viana colocou o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) debaixo do braço e rodou o Acre inteiro ao seu lado pedindo votos para o comunista se eleger senador. Não chegou nem perto de ganhar. Depois, com o PT ainda no poder, fizeram o mesmo movimento para o Senado com a candidata Perpétua Almeida (PCdoB), e ela não conseguiu chegar ao Senado. O governador Gladson Cameli jogou todo o seu peso eleitoral para reeleger a então prefeita Socorro Neri (PP), e ela perdeu a eleição. Na última eleição majoritária, Gladson ungiu o ex-deputado Ney Amorim como seu candidato ao Senado, e fracassou. E tudo isso acontece por a política não se mover como uma ciência exata, mas por ficar no campo do imponderável. Apostar que um candidato pode se eleger a governador ou para senador por ter ao seu lado um cabo-eleitoral de votos ou por ter a máquina do poder o apoiando, pode dar certo ou não. É como jogar na Mega-Sena, pode acertar ou não os números jogados. Quem quiser se eleger a cargo eletivo, que trate de construir o seu próprio caminho, para não ficar dependendo dos outros e em meio a caminhada.
O MÁXIMO QUE PODE DIZER
Muita gente cobra uma declaração da médica Jéssica Sales (MDB) dizendo que é candidata a ser a vice na chapa de Mailza Assis (PP). Ela está certa em não declarar; ninguém é candidato a vice; vice é escolhido; e neste caso, quem tem que dizer oficialmente ter sido ela a escolhida, é a presidência do partido. Mesmo informalmente se saber que será a candidata. Assim é a liturgia política.
CHUVA DE RECLAMAÇÕES
Tenho escutado reclamações de deputados e líderes de partidos, de que não sabem quem é o interlocutor para fazer a ponte entre o governo e os políticos. A governadora Mailza Assis (PP) precisa urgente fazer a designação e comunicar aos políticos.
SEM CARGOS
O presidente do MDB, Vagner Sales, disse que não vai reivindicar um cargo ou secretaria no governo, e nem aceitar se for oferecido. Para Vagner, o governo já cumpriu a parte que foi acertada para a aliança; que foi a montagem da chapa para deputado federal e espaço na chapa majoritária.
AÇÃO EM BLOCO
O PL e o MDB têm reunião marcada no fim de semana para deliberar sobre uma ação política conjunta na campanha. O senador Márcio Bittar (PL) e os cabeças brancas do MDB estão coesos.
NATURAL E PRAGMÁTICA
Essa aliança do PL e MDB é natural e pragmática. Assim como tem a aliança entre o PP e o UB. O MDB não poderia ficar como um puxadinho da federação de PP e UB.
DAR UM BASTA
O prefeito Alysson Bestene tem que resolver de imediato o impasse com a RICO e voltar com os ônibus nas ruas. E depois disso mandar a RICO embora e procurar outras empresas que queiram operar em Rio Branco. Essa licitação não pode mais ficar na gaveta, para não ficar um problema recorrente.
PUXADORES DE VOTOS
Os deputados Luiz Gonzaga (MDB), Clodoaldo Rodrigues (PP), Nicolau Júnior (PP), Maria Antônia (PP), Antônia Sales (MDB) e o prefeito Zequinha Lima, serão os grandes puxadores de votos para a candidata Mailza Assis, em Cruzeiro do Sul. Um time da pesada.
DOS MAIS ENTUSIASMADOS
O prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, é um dos prefeitos mais entusiasmados com a candidatura ao governo do senador Alan Rick (Republicanos). Alan tem ainda o apoio dos prefeitos de Feijó, Capixaba e Senador Guiomard. E de vários deputados governistas incubados.
CONTABILIDADE DE TRÊS
O MDB joga com a contabilidade de eleger três deputados estaduais, tendo na chapa como seus nomes mais fortes os deputados Luiz Gonzaga,Tanízio Sá, Antônia Sales e o ex-prefeito Marcus Alexandre.
PETECÃO BLEFA
O senador Sérgio Petecão (PSD) blefa quando diz que o partido é que definirá que candidato ao governo vai apoiar. Quem manda e desmanda no PSD é ele, e as conversas estão bem avançadas com o senador Alan Rick (Republicanos). O resto é firula.
NÃO VAI CONSEGUIR
Importante fonte do governo comentou ontem que o senador Márcio Bittar (PL) está enganado ao pensar que vai transformar o palanque da Mailza numa campanha pela anistia do ex-presidente Bolsonaro. “A Mailza é de direita, mas não é extremada, e a tônica da sua campanha será o comedimento, como foi a do Gladson”, comentou a fonte ao BLOG.
NA POLÍTICA NÃO TEM AMIGO
Embora não se manifestem, todos os candidatos ao Senado torcem para que o ex-governador Gladson Cameli seja condenado no julgamento do STJ, 6 de maio, e fique fora da disputa do Senado; porque se ele disputar, uma das duas vagas tende a ser sua.
CAMPANHA DE SENADOR
Nenhum candidato ao Senado tem a estrutura de apoio parlamentar que o médico Antonio Rueda (UB) tem, na sua campanha para deputado federal. São oito deputados estaduais e com um coordenador da experiência do chefe de gabinete, Jonathan Donadoni. Se não ganhar é para desistir da política.
TUDO PARA SER BEM VOTADO
O ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, deve sair dessa eleição com uma expressiva votação para deputado estadual. Tem ao seu favor um nicho eleitoral fiel e é conhecido em qualquer buraco da capital, por já ter sido prefeito e candidato a cargos majoritários. Pode ser o mais votado da chapa do MDB.
FILME ANTIGO
Numa campanha política, quando um candidato a deputado sente que o seu candidato a governador vai perder, faz acordo de bastidores com quem está liderando; naquela da Lei do Murici, em que cada um que cuide de si, e pula para outro barco. Sempre foi e sempre será assim no jogo político.
CHAPA ECLÉTICA
A chapa de candidatos a deputado pelo PSD é eclética, tem ex-deputados, primeiros suplentes de deputado, ex-prefeito, e nomes que foram bem votados em campanhas passadas. Pode emplacar três deputados na ALEAC.
MUDANÇA DE NÚMEROS
Pesquisa de bastidores mostra um dos candidatos ao governo que briga pelo segundo lugar, em queda acentuada. Como a pesquisa não foi registrada, os números não podem ser divulgados.
FRASE MARCANTE
“A mente não é um vaso a ser preenchido, mas um fogo a ser aceso”. Plutarco.