Chuva de meteoros Líridas atinge pico na madrugada desta quarta


O céu brasileiro deve ganhar um espetáculo discreto e fascinante, nas próximas madrugadas. A chuva de meteoros Líridas, uma das mais antigas já registradas pela humanidade, atinge o pico entre a noite desta terça-feira (21/4) e a madrugada de quarta (22/4).

O fenômeno ocorre todos os anos quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 (Thatcher), que completa uma volta ao redor do Sol a cada 415 anos. Há registros da atividade das Líridas desde 687 a.C., em anotações feitas na China, o que torna essa uma das chuvas de meteoros mais antigas conhecidas.

Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, do projeto brasileiro EXOSS (rede de monitoramento de meteoros), as condições deste ano são especialmente favoráveis para observação. Isso porque a Lua estará pouco iluminada e se põe ainda no início da noite, deixando o céu mais escuro durante as horas de maior atividade. “Essa janela favorece a observação inclusive de meteoros mais fracos, já que o brilho lunar interfere menos”, explica.

Quando e como observar
O melhor horário para tentar ver as chamadas “estrelas cadentes” é a partir das 2h, no horário de Brasília. A orientação é procurar locais afastados da iluminação urbana e olhar para o norte, onde estará a estrela Vega, um dos pontos de referência no céu.

Embora o fenômeno seja visível em todo o Brasil, regiões Norte e Nordeste tendem a ter uma visualização mais privilegiada. Isso acontece porque o ponto de origem aparente dos meteoros, chamado de radiante, aparece mais alto no horizonte nessas áreas.

As Líridas não estão entre as chuvas mais intensas do ano, como as Perseidas, mas ainda assim oferecem um bom espetáculo. A taxa média é de cerca de 18 meteoros por hora em condições ideais de observação.

Mesmo com atividade considerada moderada, o fenômeno pode surpreender. Já houve registros de picos inesperados, como em 1982, quando foram observados até 90 meteoros por hora.

Além disso, os meteoros das Líridas costumam ser rápidos e brilhantes, atravessando o céu a cerca de 49 km por segundo. Em alguns casos, podem formar as chamadas “bolas de fogo”, rastros luminosos mais intensos e marcantes.

Por: Correio Braziliense



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