A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), rebateu críticas de que estaria descumprindo promessa de campanha ao anunciar a instalação de novos radares em pontos da cidade.

Eu retirei radares inúteis, que estavam em lugares escondidos e eram verdadeiros caça-níqueis.
Segundo a prefeita, foram retirados apenas os equipamentos considerados “inúteis” e instalados em locais escondidos. Para ela, esses dispositivos funcionavam como verdadeiros “caça-níqueis” e geravam prejuízo ao erário, especialmente em razão dos custos de locação.
Em contrapartida, afirmou que os novos radares atendem a demandas da população e do Ministério Público Estadual (MPE).
“Eu retirei radares inúteis, que estavam em lugares escondidos e eram verdadeiros caça-níqueis. Só davam prejuízo ao erário no sentido da locação dos equipamentos. Os radares que estou colocando agora são em locais novos”, disse à imprensa.
Um dos pontos contemplados é um trecho da Avenida da FEB onde, em janeiro, a idosa Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 71 anos, morreu após ser atropelada por dois veículos.
“Alguns [radares foram instalados] inclusive a pedido do Ministério Público, outros de acordo com acidentes registrados em Várzea Grande. É uma medida para a segurança do munícipe. Na [Avenida da] FEB, os radares e os semáforos com botoeira já fazem parte de projetos da própria Sinfra, para atender as estações do BRT na FEB e na João Ponce”, acrescentou.
Durante a campanha eleitoral, Flávia prometeu reduzir ao máximo o número de radares na cidade, que classificava como parte de uma “indústria da multa”.
Em maio de 2025, a prefeita retirou 36 equipamentos de diferentes vias, o que, segundo ela, gerou economia mensal de R$ 158 mil aos cofres públicos.
À época, o MPE notificou a gestora para que explicasse as razões da retirada dos radares, e uma Notícia de Fato foi instaurada para apurar a decisão.