Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
Faleceu, aos 74 anos, o professor, escritor, radialista, jornalista, articulista e militante político César Bernardo de Souza, uma das vozes mais marcantes da educação e da comunicação no estado do Amapá nos anos 1990 e primeira década de 2000. Ele era conhecido pelo compromisso com a formação crítica da sociedade e pela defesa de causas sociais e culturais. O velório será realizado na Funerária Plaste Vida, localizada na Avenida Presidente Vargas, 1059, onde familiares, amigos e admiradores poderão prestar as últimas homenagens.
Na semana anterior ao seu falecimento, César Bernardo havia publicado um vídeo nas redes sociais, gravado diretamente do leito hospitalar, no qual agradecia o apoio recebido durante o período de internação. Em tom sereno e emotivo, ele destacou a importância das orações e da solidariedade dos amigos.
“Muito obrigado pelas orações de vocês. Assim que eu melhorar, volto a conviver com todo mundo, como sempre foi. Rezem por mim daí, que eu rezo por vocês daqui”.

Em vídeo postado nas redes sociais dele na semana passada, César Bernando demonstrou otimismo e emocionou amigos e admiradores do jornalista

15 anos de batalha contra a doença
Ele também mencionou o desejo de retornar para casa, reencontrar familiares e retomar suas atividades junto a instituições das quais fazia parte, como a Academia Amapaense de Letras, além de grupos religiosos e culturais.
César Bernardo enfrentava um tratamento oncológico há cerca de 15 anos. Diagnosticado com câncer colorretal, passou por cirurgias e sessões de quimioterapia ao longo do tempo. O quadro evoluiu com metástase, exigindo cuidados constantes. Nos últimos dias, houve agravamento do seu estado de saúde, incluindo dificuldades de alimentação, o que resultou em grande debilidade física e posterior internação no Hospital São Camilo.

Em nota oficial, a Academia Amapaense de Letras lamentou profundamente a perda de seu membro, ocupante da Cadeira 20, ressaltando sua contribuição intelectual e dedicação ao estado.
“A Academia Amapaense de Letras externa solidariedade aos familiares e amigos. César deixa um legado de trabalho, pesquisa e amor pelo Amapá, expresso em seus livros, artigos e atuação pública”.