O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de romper um acordo de cessar-fogo ao realizar disparos no Estreito de Ormuz. Segundo ele, a ação ocorreu no dia anterior e teria como alvos uma embarcação francesa e um cargueiro do Reino Unido. Neste domingo (19), o republicano classificou o episódio como “uma violação total do nosso acordo”.
Trump afirmou que o incidente representa uma quebra direta do compromisso firmado e voltou a criticar a postura iraniana. Ele também anunciou que representantes dos Estados Unidos devem viajar para Islamabad, no Paquistão, onde participarão de negociações previstas para a noite seguinte.
O presidente destacou ainda que o Irã anunciou recentemente o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo. No entanto, afirmou que o bloqueio já estaria sendo efetivado por iniciativa norte-americana.
De acordo com Trump, a medida teria impacto negativo direto na economia iraniana, com perdas estimadas em cerca de US$ 500 milhões por dia. “Eles estão nos ajudando sem saber, e são eles que perdem com a passagem fechada”, declarou, acrescentando que os Estados Unidos não sofreriam prejuízos.
O líder norte-americano afirmou ainda que navios estariam sendo redirecionados para portos nos estados de Texas, Louisiana e Alasca para o carregamento de recursos energéticos. Ele atribuiu a situação à atuação da Guarda Revolucionária Islâmica.
Trump também declarou que Washington apresentou uma proposta de acordo que classificou como “justa e razoável”, mas fez ameaças caso o Irã rejeite os termos. “Se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”, afirmou.
Em tom mais duro, o presidente acrescentou: “Chega de fazer o bonzinho” e disse que será “uma honra fazer o que precisa ser feito”.
As declarações ocorrem em meio à escalada de tensões entre os dois países na região do Golfo, considerada estratégica tanto do ponto de vista geopolítico quanto energético. Ao final, Trump reforçou o discurso de confronto ao afirmar que “é hora de acabar com a máquina de guerra do Irã”.
*Fonte: Correio Braziliense