O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu coerência dos progressistas durante discurso em evento internacional realizado em Barcelona, na Espanha. A fala ocorreu diante de milhares de pessoas e abordou temas como democracia, desigualdade e atuação política no cenário global.
Participando da Mobilização Progressista Global, Lula afirmou que líderes e movimentos de esquerda não devem se afastar de suas propostas originais após chegarem ao poder. “Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro”, destacou, ao defender fidelidade às demandas da população.
O presidente também afirmou que os avanços conquistados por grupos sociais ao longo dos anos foram importantes, mas reconheceu dificuldades em enfrentar o modelo econômico dominante. Segundo ele, esse cenário abriu espaço para o crescimento de forças políticas contrárias.
Críticas à desigualdade e ao sistema global
Durante o discurso, Lula criticou a concentração de renda e afirmou que a desigualdade é resultado de escolhas políticas. Ele destacou que parte da população busca melhores condições de vida, como acesso à alimentação, moradia, saúde e educação de qualidade.
O presidente também apontou que discursos de ódio e desinformação têm sido utilizados para direcionar a insatisfação popular contra grupos vulneráveis, ampliando tensões sociais.
Em outro momento, Lula voltou a criticar conflitos internacionais e os altos investimentos em armamentos, defendendo que esses recursos poderiam ser destinados ao combate à fome e ao desenvolvimento social.
Democracia e desafios atuais
Lula reforçou que a democracia precisa apresentar resultados concretos para manter sua credibilidade. Segundo ele, problemas como desigualdade, acesso precário a serviços públicos e discriminação colocam em risco a confiança da população nas instituições.
O evento reuniu lideranças políticas e ativistas de diversos países, com foco na defesa da democracia e no combate ao avanço de movimentos autoritários.
Após a agenda na Espanha, o presidente segue para compromissos na Alemanha e em Portugal, dando continuidade à sua agenda internacional.



