Brasília – O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já deu início às negociações para um acordo de delação premiada. O depoimento deve ocorrer em maio. Em março, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

(Foto: Divulgação Banco Master)
No caso, a delação pode atingir autoridades dos Três Poderes, tanto em nível nacional como estadual. Atualmente, pode até mesmo atingir ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que tinham ligações com o ex-banqueiro, segundo a Polícia Federal.
Com a delação, também há a possibildiade de devolução até R$ 40 bilhões, e pagamento ao longo de um período de até dez anos. Os detalhes serão colocados no documento.
Caso Vorcaro decida por esse caminho, ele terá de oferecer informações efetivas e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não basta apenas apresentar relatos genéricos.
Quanto mais relevantes e comprováveis forem as informações prestadas, maiores tendem a ser os benefícios concedidos ao colaborador.
Imediata
O ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um eventual acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Para convencer o ministro, Vorcaro teria que oferecer algo a que a Polícia Federal não tenha acesso: informações novas a respeito das investigações sobre o banco.
Lei
A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração.
Entre elas estão a redução de pena, a substituição por medidas restritivas de direitos e, em casos mais extremos, até o perdão judicial. Esses benefícios, no entanto, não são automáticos: dependem da avaliação do Ministério Público e da homologação pelo Judiciário — que seria o Supremo Tribunal Federal (STF) no caso de Vorcaro.