
Elen Costa
Da Redação
Um servidor efetivo do Ministério Público do Amapá foi demitido após a conclusão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que confirmou a prática de infrações graves às normas funcionais. A decisão foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Monteiro, e publicada no Diário Eletrônico da instituição na última segunda-feira, 13.
A apuração foi conduzida pela Corregedoria-Geral do MP, a partir de denúncias envolvendo o agente público.
Uma comissão foi designada para investigar o caso, reunir provas e avaliar a conduta funcional do servidor, que foi identificado como Gleidson Pereira Ramos, de 47 anos de idade.
De acordo com o resultado do PAD, os elementos colhidos indicaram a gravidade das irregularidades, o que levou à aplicação da penalidade máxima prevista na esfera administrativa: a demissão.
O caso também teve desdobramentos na esfera criminal. As acusações envolvem crimes de natureza sexual, com oferecimento de denúncia e decretação de prisão preventiva pela Justiça.
O Ministério Público informou que as vítimas receberam atendimento por meio do Centro de Atendimento às Vítimas, com suporte psicológico e acompanhamento especializado.
Com a decisão, o servidor foi desligado dos quadros da instituição.
Relembre o caso
Gleidson Ramos é investigado pelos crimes de assédio, importunação sexual e estupro.
As vítimas seriam pelo menos dez mulheres com idades entre 25 e 36 anos, todas subordinadas direta ou indiretamente ao suspeito, que ocupava cargo de confiança dentro do órgão.
O inquérito policial foi conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santana. A delegada responsável pelas apurações, Katiúscia Pinheiro, pediu a prisão preventiva de Gleidson. A solicitação foi deferida pela Justiça. O chegou a ser considerado foragido.
Conforme verificado, foi o próprio MP que levou o caso à Polícia Civil. Em interrogatório prévio Gleidson negou as acusações. Entretanto, a autoridade policial garante que há provas robustas e sólidas dos crimes praticados por ele, como documentos, elementos técnicos e depoimentos.
Afastamento
Desde o dia 11 de fevereiro o procurador-geral do MPE ordenou o afastamento imediato de Gleidson e determinou a instauração de PAD.
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