A Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentou o “Fluxo de Identificação e Referência de Pacientes com Urgência Dialítica”. A iniciativa visa qualificar e dar mais agilidade à assistência de pacientes que necessitam de terapia renal substitutiva (TRS) em caráter emergencial.
O evento de lançamento ocorreu na sede da pasta, no bairro Jaracaty, em São Luís, e reuniu representantes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos serviços de TRS da Rede Nefrológica Estadual na Região Metropolitana.
“O objetivo é orientar os profissionais quanto aos procedimentos imediatos diante de casos que demandam diálise urgente, garantindo maior agilidade e segurança no atendimento”, destacou Daynara Rayelle Machado Freitas, coordenadora da Rede de Atenção Especializada em Nefrologia do Maranhão.
Como funciona o protocolo de atendimento
O fluxo foi construído conjuntamente pela SES, pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís e pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), por meio da Promotoria de Saúde. O protocolo otimiza o primeiro atendimento, acelera o diagnóstico e define claramente a rede de referência.
Ao dar entrada no Hospital Geral da Vila Luizão ou em uma das UPAs da Grande Ilha, o paciente passa pelo seguinte fluxo:
- Triagem e Avaliação: O paciente com sintomas passa por triagem e avaliação médica. Caso preencha os critérios de urgência dialítica, recebe o tratamento clínico inicial.
- Casos com Melhora Clínica: Se o quadro for estabilizado sem necessidade de diálise imediata, o paciente é encaminhado diretamente ao ambulatório especializado em nefrologia.
- Casos Sem Melhora (Divisão por Estabilidade):
- Pacientes Estáveis: É feito um relatório detalhado e o envio de exames para o Serviço de Referência da região.
- Pacientes Instáveis: Devem ser primeiramente estabilizados na unidade de origem e avaliados se possuem condições mínimas para suportar o transporte antes da transferência.
Hospitais de referência
Para centralizar e organizar o atendimento, o novo fluxo definiu duas unidades de saúde como as referências oficiais para receber esses pacientes:
- Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I)
- Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago
Impacto na segurança e no tempo de espera
A implantação do protocolo resolve um gargalo histórico na rede de saúde, que era a retenção de pacientes em UPAs sem suporte adequado.
Para a médica nefrologista do Centro de Hemodiálise São Luís, Débora Sousa, a mudança traz previsibilidade. “O paciente passa a ser encaminhado para uma rede preparada e capacitada. Isso evita que ele busque socorro em unidades sem a estrutura adequada”, explicou.
Sulmaia Sena, técnica da Coordenação dos Serviços de Nefrologia, reforçou o impacto prático da medida: “Antes, muitos pacientes permaneciam internados apenas aguardando a definição de um local para a diálise. Com a padronização, a expectativa é reduzir drasticamente o tempo de espera e evitar deslocamentos desnecessários”.
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