Brasileiros estão entre as vítimas dos terremotos na Venezuela, confirma Itamaraty



Duas pessoas brasileiras morreram em consequência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). A confirmação foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) nesta sexta-feira, 26, que informou que as vítimas são um homem e uma mulher e que está prestando assistência consular às famílias.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Itamaraty manifestou pesar pelas mortes e afirmou que acompanha a situação desde as primeiras horas após a tragédia. O órgão não divulgou a identidade das vítimas nem informou em que região da Venezuela elas estavam. Segundo o MRE, a medida de não divulgar “informações pessoais dos falecidos” atende “ao direito à privacidade”.

Os terremotos ocorreram em sequência e provocaram destruição em diversas áreas do país. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor teve magnitude 7,2, seguido menos de um minuto depois por outro de magnitude 7,5. Este último é considerado o mais intenso registrado na Venezuela desde 1900. 

Localizada na região de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, a Venezuela possui histórico de grandes terremotos. O país já enfrentou outros eventos sísmicos de grande impacto, incluindo o terremoto de 1812, considerado um dos mais devastadores de sua história.

Segundo informações da Agência Brasil, em resposta à emergência, o governo brasileiro iniciou uma operação de apoio humanitário. A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou o envio de uma aeronave KC-390 Millennium para transportar equipes e suprimentos destinados às áreas afetadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou ter conversado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, colocando o Brasil à disposição para enviar ajuda humanitária. 

Segundo o presidente, o governo federal mobilizou diferentes ministérios para organizar o envio de itens como água potável, alimentos, medicamentos, equipes da Defesa Civil e bombeiros, conforme as necessidades apresentadas pelas autoridades venezuelanas. Até o momento, o país registrou 235 mortes e mais de 40 mil pessoas desaparecidas.



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