Mãe de adolescente denuncia caso de racismo em escola de São Luís


Uma adolescente identificada como Sofia teria sido vítima de racismo praticado por um grupo de colegas em uma unidade do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), na Grande São Luís. O caso teria ocorrido no dia 27 de maio.

Segundo relato da mãe da estudante, a cantora e atriz Letícia Cantanhede, a adolescente estava em uma área de descanso da escola quando ouviu comentários preconceituosos relacionados ao seu cabelo. As falas teriam incluído críticas à aparência e insinuações ofensivas sobre hábitos de higiene.

“Estavam falando mal do cabelo dela, falando até há quanto tempo minha filha não lavava o cabelo e que o cabelo dela estava feio, só andava o cabelo preso”, relatou a mãe em vídeo.

Após o episódio, Sofia comunicou o caso à família e também procurou a direção da unidade de ensino. De acordo com a mãe, não houve, naquele momento, reunião com os responsáveis pelas estudantes envolvidas.

Ainda segundo o relato, o episódio teria provocado crises de ansiedade na adolescente. Durante a apuração interna realizada pela escola, as estudantes citadas foram ouvidas pela direção. Conforme a família, houve divergências nos depoimentos apresentados.

Nota do IEMA

Em nota, o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) informou que, desde que tomou conhecimento do caso, a equipe da unidade vem prestando acolhimento e acompanhamento à estudante e à família.

A instituição afirmou ainda que a apuração segue em andamento e que todas as providências institucionais cabíveis estão sendo adotadas.

O IEMA destacou que não tolera práticas de racismo, bullying ou qualquer forma de discriminação, e reforçou o compromisso com uma educação baseada no respeito, na equidade, na inclusão e na valorização da diversidade.

O instituto também informou que desenvolve ações permanentes de educação antirracista e promoção dos direitos humanos por meio da Coordenação de Diversidade Étnico-Racial e dos Núcleos Internos de Educação Antirracista e em Direitos Humanos (NEADH), além de equipes pedagógicas voltadas ao acompanhamento e orientação dos estudantes.



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