O aumento dos casos de sarampo em diversos países das Américas tem levado autoridades de saúde a reforçar orientações sobre os sintomas da doença e a importância da identificação precoce de casos suspeitos. No Acre, embora não haja registros confirmados da doença há 26 anos, a vigilância epidemiológica segue em alerta para evitar a reintrodução do vírus no estado.
Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), qualquer pessoa que apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo deve procurar atendimento médico, especialmente se os sintomas vierem acompanhados de tosse, coriza ou conjuntivite.
De acordo com os critérios do Ministério da Saúde, é considerado caso suspeito de sarampo todo indivíduo que apresente febre e exantema maculopapular — as manchas avermelhadas características da doença — acompanhados de pelo menos um desses sintomas respiratórios.
Também entram na definição de caso suspeito pessoas que tenham viajado recentemente para locais com circulação do vírus ou mantido contato com alguém que esteve nessas regiões nos últimos 30 dias.
Doença é uma das mais contagiosas do mundo
O sarampo é uma infecção viral altamente transmissível. A transmissão ocorre por meio de secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar.
Segundo a Sesacre, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus entre quatro e seis dias antes do aparecimento das manchas na pele e continuar transmitindo até quatro dias após o surgimento dos sintomas.
Por causa dessa facilidade de disseminação, surtos podem ocorrer rapidamente em populações com baixa cobertura vacinal.
Complicações podem ser graves
Embora muitas pessoas associem o sarampo apenas às manchas pelo corpo, a doença pode provocar complicações sérias, especialmente em crianças menores de um ano, pessoas desnutridas e pacientes com baixa imunidade.
Entre os problemas mais graves estão pneumonia, infecções respiratórias severas, inflamações neurológicas e até óbitos. Antes da introdução da vacina, o sarampo causava cerca de 2,6 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A Sesacre reforça que a vacinação continua sendo a maneira mais eficaz de prevenir a doença. As vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem proteção contra o sarampo e outras doenças, como rubéola, caxumba e varicela, dependendo da formulação utilizada.
A recomendação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e que pessoas com dúvidas sobre sua situação vacinal procurem uma unidade de saúde.
Segundo o boletim, a imunização adequada é capaz de proteger cerca de 95% das pessoas que recebem as duas doses recomendadas da vacina.