A operação mais recente da Polícia Federal ocorreu na sexta-feira (19), em Jaraguá (GO), e teve como alvo um adolescente suspeito de coordenar grupos digitais. — Foto: Reprodução
O avanço de grupos extremistas no ambiente digital tem preocupado autoridades brasileiras. Entre janeiro e maio deste ano, pelo menos 132 suspeitos de envolvimento com crimes ligados a discurso de ódio, incitação à violência e extremismo online foram identificados em 21 unidades da Federação, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). As informações foram publicadas no site Metrópoles.
As investigações fazem parte do trabalho do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), que tem atuado no rastreamento de atividades criminosas em ambientes digitais abertos e fechados. O núcleo já deu suporte a ao menos 10 operações policiais em 2026, com maior concentração nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A operação mais recente da Polícia Federal ocorreu na sexta-feira (19), em Jaraguá (GO), e teve como alvo um adolescente suspeito de coordenar grupos digitais voltados à propagação de conteúdos extremistas e incentivo a crimes.
Segundo o MJSP, o perfil dos investigados varia entre 9 e 35 anos, com forte presença de adolescentes em ambientes de disseminação de conteúdo violento.
“Geralmente, são adolescentes que incentivam meninas a se automutilarem, propõem desafios que envolvem matar animais ou atear fogo em outras pessoas. Nós identificamos os grupos que replicam e disseminam discursos de ódio em diferentes espaços da internet e encaminhamos as informações para que as forças de segurança possam atuar com a devida materialidade dos crimes e os elementos de autoria necessários para a realização de operações”, afirmou o delegado Paulo Henrique Benelli, coordenador do Ciberlab.
O laboratório atua com monitoramento de redes abertas e também de ambientes mais restritos, como deep web e dark web, além de receber informações de plataformas digitais e órgãos internacionais. Esses dados são cruzados e analisados para identificar padrões de comportamento e possíveis ameaças.
Com base nesses relatórios de inteligência, as informações são repassadas às forças policiais, que deflagram operações em diferentes estados do país. Segundo o MJSP, o objetivo é não apenas reprimir crimes, mas também prevenir ataques e ações violentas organizadas no ambiente virtual.
Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles