Mesmo sem registrar casos confirmados de sarampo há mais de duas décadas, o Acre notificou 46 casos suspeitos da doença ao longo de 2025. Todos os pacientes passaram por investigação epidemiológica e exames laboratoriais, que descartaram a presença do vírus no estado.
Os dados constam no mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que atribui o aumento das notificações ao cenário de alerta vivido na região, especialmente após o crescimento dos casos em países vizinhos.
Segundo o documento, o avanço do sarampo na Bolívia, que chegou a decretar emergência sanitária, levou o Acre a intensificar as ações de vigilância, monitoramento e investigação de casos suspeitos para evitar a reintrodução da doença.
As medidas envolveram esforços conjuntos entre os governos federal, estadual e municipal, principalmente em áreas de fronteira e locais com maior circulação de pessoas.
Vigilância segue ativa em 2026
O monitoramento continua neste ano. De acordo com a Sesacre, entre as semanas epidemiológicas 1 e 20 de 2026 foi registrado apenas um caso suspeito de sarampo no Acre, em Rio Branco. Após análise laboratorial, o caso também foi descartado.
Apesar dos resultados negativos, o boletim destaca que as equipes de saúde devem permanecer atentas aos sinais da doença para garantir resposta rápida diante de qualquer suspeita.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente em locais onde existem pessoas não vacinadas.
Histórico de notificações
Os dados apresentados pela Sesacre mostram que o Acre registrou poucas notificações nos últimos anos. Entre 2020 e 2023, por exemplo, apenas três casos suspeitos foram notificados em todo o estado, todos descartados por exames laboratoriais.
Em 2024, foram investigados quatro casos suspeitos, distribuídos entre os municípios de Brasiléia, Acrelândia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco. Nenhum deles foi confirmado.
Já em 2025, o número de notificações aumentou significativamente, alcançando 46 registros, reflexo do cenário epidemiológico observado em outros países das Américas.
Alerta permanece
Segundo o boletim, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) classificou as Américas como uma região de alto risco para o sarampo devido ao aumento dos casos e à baixa cobertura vacinal observada em diversos países.
Por isso, a recomendação é que profissionais de saúde mantenham a vigilância ativa para identificar rapidamente sintomas como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.
A Sesacre também reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e proteção contra a doença, considerada uma das mais contagiosas do mundo.