“Transformaram a cadeia num grande motel”, critica Cattani


O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) fez duras críticas aos direito às visitas íntimas a presos e afirmou que as penitenciárias de Mato Grosso funcionam como um “motelzão”.

 

A declaração foi feita ao comentar a determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que mandou o Governo do Estado reestabelecer visitas íntimas em celas comuns até que um local adequado seja construído. 

 

Em publicação no Instagram, Cattani afirmou que a iniciativa demonstra uma inversão de valores no sistema de Justiça, ao garantir benefícios a pessoas condenadas por crimes graves.

 

“Quando eu digo que não existe justiça, é disso que eu me refiro. A justiça só se faz presente quando a vítima é acolhida, é sustentada e realmente defendida pelo Estado, e que o agressor seja punido pelo Estado”, disse Cattani esta semana.

 

“Um camarada que roubou, que estuprou, que matou, que violentou uma criança, um cara que agrediu a sociedade mato-grossense, você acha que ele merece algum direito na prisão, pagando pelo crime que ele cometeu? Eu acho que não”, completou.

 

Na avaliação do parlamentar, a autorização para que os encontros ocorram nas celas comuns transforma as unidades prisionais em um motel, custeado pelos impostos dos cidadãos mato-grossenses.

 

“Transformaram a cadeia num grande motel. O cara pode fazer sexo nas celas comuns. Ou seja, convidar uma mulher para ir lá e praticar esse ato no meio de todo mundo, dentro da cela. Está liberado”, criticou.

 

“Esse motelzão é gratuito. Mas é gratuito para ele, não para você que está me assistindo. Você paga esse motel para ele, você paga a hora para ele fazer isso”, disse.

 

O parlamentar tem posicionamentos frequentes em defesa de punições mais rigorosas para criminosos. Em julho de 2024, a filha do deputado, Raquel Maziero Cattani, foi assassinada a facadas na propriedade onde vivia, em Nova Mutum. 

 

Pelo crime, o ex-marido da vítima, Romero Xavier Mengarde, apontado como mandante, foi condenado a 33 anos de prisão, enquanto Rodrigo Xavier Mengarde, executor do homicídio, recebeu pena de 30 anos de reclusão.

 

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