EUA – Após empatar com o Marrocos por 1 a 1, a seleção brasileira volta a entrar em campo nesta sexta-feira (19) contra o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C. O duelo será disputado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, a partir das 21h30 no horário de Brasília.

(Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Para o confronto, o técnico Carlo Ancelotti estuda mudanças na equipe que começou o último jogo. Na defesa, Danilo pode assumir a vaga de Ibañez, enquanto Fabinho surge como principal candidato para substituir Casemiro no meio-campo. Já no ataque, Matheus Cunha tem chances de entrar no lugar de Igor Thiago.
Outra alteração estudada pela comissão técnica envolve Luiz Henrique. O atacante pode ganhar a posição de Lucas Paquetá, o que permitiria ao treinador utilizar uma formação mais ofensiva, com quatro jogadores de ataque.
Neymar, por outro lado, segue em recuperação física e não será escalado. Segundo comunicado divulgado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na quinta-feira (18), o camisa 10 não viajou para a Filadélfia e ficou em Nova Jersey “para otimizar a fase final do seu processo de recuperação”. Já Raphinha e Gabriel Magalhães devem ficar à disposição.
Com isso, a provável escalação do Brasil tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.
Entre os destaques da seleção haitiana está Wilson Isidor, atacante que atua na Inglaterra e figura entre os jogadores mais experientes do elenco. No setor ofensivo, outra peça importante é Frantzdy Pierrot. Com 1,94 metro de altura, o centroavante costuma levar vantagem nas disputas pelo alto e é uma das principais referências da equipe dentro da área.
Já no meio-campo, Jean-Jacques possui uma ligação especial com o futebol brasileiro. O jogador disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016 pelo Pérolas Negras, clube criado para fortalecer os laços entre Brasil e Haiti durante a missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no país caribenho.
Brasil sempre venceu o Haiti
Maior campeã do Mundial, com cinco taças, a seleção tenta conquistar o hexa e encerrar um jejum de 24 anos desde o último título, em 2002.
Do outro lado, o Haiti chega ao torneio em um cenário bem diferente. A participação em 2026 marca apenas a segunda do país em uma Copa do Mundo. A estreia ocorreu em 1974, na Alemanha Ocidental, quando a equipe não conseguiu avançar da fase de grupos, encerrando a campanha com três derrotas, dois gols marcados e 14 sofridos em jogos contra Polônia, Argentina e Itália.
No histórico entre Brasil e Haiti, o cenário é amplamente favorável à amarelinha. Ao longo da história, as seleções se enfrentaram três vezes. A primeira vez foi em 1974, em um amistoso, com vitória brasileira por 4 a 0.
Já em 2004, as equipes voltaram a se encontrar em nova partida amistosa, e o Brasil repetiu o feito com uma goleada por 6 a 0. O encontro mais recente foi na Copa América de 2016, pela fase de grupos, quando a seleção brasileira venceu por 7 a 1. As duas equipes foram eliminadas ainda na primeira fase da competição, sem avançar ao mata-mata.
Por que Haiti é a pior seleção da Copa
O Haiti passou a ocupar a última posição entre as seleções da Copa do Mundo no ranking da Fifa após os resultados da primeira rodada do torneio. A mudança foi consequência da derrota para a Escócia, somada às demais alterações na classificação provocadas pelos jogos de outras seleções.
Antes do início do Mundial, a lanterna do ranking era ocupada pela Nova Zelândia, enquanto o Haiti aparecia na penúltima colocação geral. Na última segunda-feira (15), no entanto, o país da Oceania empatou por 2 a 2 com o Irã na estreia, somou 14,46 pontos e subiu para a 82ª colocação, ultrapassando a nação da América Central. No mesmo contexto, Curaçao foi derrotada por 7 a 1 pela Alemanha, perdeu 7,77 pontos e caiu para o 83º lugar.
Já o Haiti, derrotado por 1 a 0 pela Escócia, teve a maior queda entre os três: perdeu 15,43 pontos e recuou para a 85ª posição, passando a ocupar a lanterna entre as seleções da competição.
No panorama geral, o contraste fica ainda mais evidente ao se considerar o Brasil, próximo adversário da equipe haitiana. A seleção brasileira aparece na sexta colocação do ranking da Fifa, com 1.765,34 pontos, enquanto os haitianos somam 1.277,67, o que representa uma diferença de 487,67 pontos entre as equipes.
O ranking da Fifa é, por sua vez, calculado pelo sistema SUM, que considera o desempenho de cada seleção em campo, o peso da competição e a expectativa do resultado antes da partida. Em torneios como a Copa do Mundo, essas variações costumam ser mais expressivas, já que os jogos têm maior impacto na pontuação.