Operação Curaretinga II aborda migrantes e garimpo


A Operação Curaretinga II abordou 104 migrantes em situação migratória irregular, destruiu uma balsa utilizada no garimpo ilegal, causando prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão à atividade criminosa, e apreendeu 426 mercadorias durante ação realizada pela 1ª Brigada de Infantaria de Selva, no âmbito da Operação Ágata, nessa terça-feira (16).

Durante a fiscalização na BR 401, principal ligação entre Boa Vista e Bonfim, na fronteira com a Guiana, os militares abordaram 104 migrantes sem a documentação necessária para entrada ou permanência regular no Brasil. Do total, 101 eram cubanos, dois guianenses e um venezuelano. Segundo o Exército, os estrangeiros receberam acolhimento inicial e foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos de regularização migratória.

Controle migratório e apreensão de mercadorias

Além do controle migratório, a operação vistoriou aproximadamente 2,5 mil veículos, entre carros, caminhões, ônibus e motocicletas, e apreendeu 426 mercadorias de naturezas diversas.

Combate ao garimpo ilegal e apoio humanitário

Em patrulhamento fluvial no Rio Maú, os militares localizaram e inutilizaram uma balsa empregada em atividade de garimpo ilegal. Conforme a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, a destruição do equipamento provocou prejuízo estimado em R$ 1.008.280 às atividades criminosas.

A operação foi realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Receita Federal, com atuação coordenada com a Força de Defesa da Guiana (GDF).

Além das ações de combate aos crimes transfronteiriços e ambientais, as equipes promoveram ações cívico-sociais nas comunidades indígenas Maturuca, Pedra Branca e Passarão. Foram realizados 106 atendimentos médicos, 85 odontológicos, entregues 76 kits de escovação e realizados 64 cortes de cabelo.

As equipes também distribuíram filtros de água nas comunidades Caranã, Andorinha e Salvador e entregaram cestas básicas para 1.268 indígenas de 285 famílias das comunidades Lage, Reforma, Lameiro, Jibóia, Santa Cruz, Macaco, Serra Grande, Nova Amizade, Mutum, Laje, Urinduk e Kumcipa, regiões afetadas pelas enchentes.

Segundo a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, a Operação Curaretinga II integra as ações permanentes de patrulhamento na faixa de fronteira para combater crimes ambientais e transfronteiriços, reforçar o controle migratório e prestar apoio humanitário às populações da região.



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