Decisão de Jéssica vai traçar o rumo do MDB na eleição


Conheço como poucos as entranhas do MDB. Minhas fontes no partido são as principais lideranças, e das quais sou amigo. Na cabeça da governadora Mailza Assis (PP) está tudo resolvido. Acontece é que as informações que chegam até ela sobre o que acontece no MDB são superficiais, e ela; na sua boa-fé, na sua ética, acredita. Vamos aos fatos: conversei ontem com dois dos mais importantes dirigentes do MDB, que integram o decisivo grupo dos “cabeças brancas”. Vamos ao que disseram: a maioria do grupo que dita os rumos dentro partido são a favor de um desembarque na chapa do senador Alan Rick (Republicanos), indicando a Jéssica Sales (MDB) como vice. “A tendência é que a Jéssica venha a ter uma conversa com o Alan, não há nada marcado, mas tudo caminha para isso. O desfecho não se pode prever. E pelo que sei não há por parte dela nenhum obstáculo nesse sentido. Ela deve chegar hoje e vamos ver o que vai acontecer.” Na última reunião dos “cabeças brancas” se chegou a discutir como ficariam os candidatos a deputado federal do MDB, que apoiam a Mailza, caso a Jéssica fosse integrar a chapa do Alan. “A tese jogada na mesa azul do partido foi de que compromisso tem que ser cumprido. Quando vieram para cá todos sabiam que eram do grupo da Mailza. Então, têm que ficar liberados para continuar lhe apoiando se o MDB tomar o rumo do Alan”, destacou uma das fontes. Perguntei sobre a situação da Jéssica, e ouvi esta resposta: não quer ser vice da Mailza, não se mostra entusiasmada em disputar uma cadeira de deputada federal. O seu foco é ser candidata ao Senado na chapa de Mailza; mas isso depende de uma posição do ex-governador Gladson Cameli, que insiste em continuar assumindo o papel de candidato ao Senado, e deve empurrar isso até o fim das convenções regionais, em agosto. Pois é, o quadro é esse. E para fechar, cito a frase de um dos mais importantes “cabeças brancas”: “O MDB está nas mãos da Jéssica. É um assunto que temos que resolver, mesmo porque o partido está sem rumo e completamente dividido, com alas mais numerosas que querem o Alan e outras, minoritárias; que querem marchar com a candidatura de Mailza. Essa é a realidade de hoje dentro do MDB.

PODE VOLTAR

O PT pode voltar à ALEAC. A chapa da federação PT-PV-PCdoB tem peso para eleger dois deputados estaduais. Um seria o Edvaldo Magalhães, do PCdoB; e o outro do PT, que pode ser eleito, é o ex-presidente do partido, Cesário Braga. O PT tem outros nomes fortes, como o Padre Antônio Menezes e o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Piyãnko.

O DILEMA DOS SALES

Ainda na conversa acima rolou o assunto sobre o dilema do grupo Sales – que é quem tem voto no partido: “A chapa do MDB para estadual é forte. Deve eleger três. A deputada Antônia Sales terá que melhorar sua votação passada para se eleger. Terá que bater os deputados Tanízio de Sá e Luiz Gonzaga, e o ex-prefeito Marcus Alexandre, todos muito fortes. Se a Jéssica não for candidata a deputada federal, o partido pode acabar sem ninguém do MDB com DNA do partido num mandato. Esse é o dilema pessoal que o presidente Vagner Sales deve estar vivendo,” destacou uma fonte do MDB.

NÃO É O CAMINHO IDEAL

Não sei o que passa pela cabeça da Jéssica Sales. Pode estar cometendo um erro de avaliação se resolver disputar o Senado. Seus adversários são fortes e com pesada estrutura financeira. Teria maiores chances para a Câmara Federal, mas cada cabeça uma sentença.

CITANDO NELSON RODRIGUES

A governadora Mailza Assis é uma figura serena, ética, honrada; mas tem que ter uma campanha mais agressiva (não falo de violência); mas de ter mais ousadia. Na política só não vale perder. Fecho com uma frase do escritor Nelson Rodrigues: “Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”.

NÃO ME PERGUNTEM

“Quem deveria estar à frente da campanha da governadora Mailza com poder seriam o Jonathan Donadoni, o Aberson Carvalho, o Coronel Messias e o Luiz Calixto. Deram certo na campanha do Gladson, mas parece que não serão protagonistas na campanha dela. O que está havendo? Você sabe?”. A pergunta veio de um eleitor. Minha resposta: “Não tenho a mínima idéia”.

FALTA PEDIR A CADEIRA

“Só falta agora ao MDB pedir a cadeira de governadora da Mailza”. Comentário feito ontem por um deputado da base do governo na ALEAC, sobre as exigências do partido para se manter na aliança para apoiar a sua candidatura.

NÃO ACERTARAM UMA

O candidato do MDB, Tião Bocalom, mantém um tom de otimismo sobre a sua candidatura ao governo. “Vou ganhar o governo no primeiro turno, como é que vou acreditar num instituto de pesquisa que me colocava com a mais alta rejeição, mal colocado, e ganhei para prefeito no primeiro turno?” Foi o seu desabafo ontem (15) ao BLOG.

SITUAÇÃO DIFÍCIL

A governadora Mailza Assis está numa situação difícil. Não pode nem pensar num segundo nome ao Senado para compor a sua chapa, enquanto perdurar a dúvida se o ex-governador Gladson Cameli (inelegível) conseguirá ou não ser candidato a senador. Este cenário de incerteza vai durar até agosto, quando se abrirá o prazo para registro de candidaturas.

SEM CHANCE

Caso o MDB decida apoiar a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo, o PL não o acompanhará. A decisão do senador Márcio Bittar (PL) foi tomada a favor da Mailza e não recuará.

FORA DE HIPÓTESE

Também está fora de hipótese a chapa para deputado federal do MDB, apoiar a candidatura ao governo do senador Alan Rick (Republicanos).

COM UM PÉ ATRÁS

Apoiadores do senador Alan Rick (Republicanos) estão com um pé atrás, sobre a notícia de que o MDB pode vir para a aliança. Acham que dirigentes do MDB estão querendo usar o Alan para se fortalecer junto ao governo da Mailza.

PALANQUES DISTINTOS

A aliança entre o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima; e os deputados Zezinho Barbary (PP) e Clodoaldo Rodrigues (PP) foi para o sal. Estão rompidos, politicamente.

VAI BRIGAR

O deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade) tem dito que se o ex-governador Gladson não for candidato ao Senado, vai querer ocupar seu lugar na chapa de Mailza. Veloso fez até aqui uma campanha muito tímida. Garante ter este compromisso da Mailza.

VOLTOU ATRÁS

O deputado federal Ulysses Araújo (UB) desistiu da idéia de ser candidato ao Senado. Vai disputar a reeleição. Para o Senado seria uma parada difícil, pelo grande número de candidatos fortes. Para a Câmara Federal a sua chance de ganhar é bem maior.

OLHO DE BOTO

Nunca conversei com o Fábio Rueda, nem tenho interesse, mas pelo número de apoios de vários secretários estaduais à sua candidatura a deputado federal, deve ter um olho de boto no bolso para atrair tantos aliados. Sem falar que, ele tem oito deputados estaduais no seu bornal. E como coordenador geral, o chefe de gabinete civil, Jonathan Donadoni.

O QUE VAI DECIDIR

Esqueça a história de que vai ganhar uma das vagas para o Senado quem se mostrar mais esforçado na campanha. Vai ganhar quem tiver a maior estrutura financeira para formar alianças. Não tem outro jogo.

SEM FUNDAMENTO

Não tem fundamento o boato de que o candidato Tião Bocalom (PSDB) desistirá da sua campanha ao governo. Não conheço ninguém que seja mais persistente e convicto, quando tem um objetivo, do que o Boca. Não ia deixar a prefeitura para brincar de candidato.

BOA CANDIDATA

Charlene Lima é um dos bons nomes no rol das mulheres candidatas a deputada estadual, na chapa do PL.

PERDEU O PROTAGONISMO

O PDT perdeu o protagonismo de outras campanhas. Nesta eleição, de destaque na sua chapa para a ALEAC, tem apenas o deputado Luiz Tchê, que lutará para se reeleger.

DIRETO NAS OBRAS

O prefeito Alysson Bestene não curtiu o feriado, esteve direto fiscalizando as obras de asfaltamento da prefeitura no bairro Sobral. Marca de perto o andamento das frentes de serviço na cidade.

FRASE MARCANTE

“Não corra, o tempo sempre lhe alcançará, viva o momento.” Provérbio árabe



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