A inflação em Rio Branco ficou em 0,52% no mês de maio, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi puxado principalmente pelos aumentos nos grupos Habitação e Alimentação e bebidas, que registraram algumas das maiores altas entre os setores pesquisados.
Apesar de permanecer em alta, o índice na capital acreana desacelerou em relação a abril, quando a inflação havia sido de 0,56%. O resultado de maio também ficou abaixo da média nacional, que alcançou 0,58%.
Com o novo levantamento, a inflação acumulada em Rio Branco chegou a 2,35% em 2026. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,10%, abaixo dos 4,72% registrados no país.
Conta de luz teve maior influência
O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os segmentos pesquisados em Rio Branco, com alta de 1,13% em maio.
O principal fator foi o aumento de 1,62% na energia elétrica residencial, que pressionou o orçamento das famílias acreanas durante o mês.
No cenário nacional, a energia elétrica também foi o item de maior impacto individual sobre a inflação. Segundo o IBGE, a alta de 3,67% registrada no país foi influenciada pela entrada em vigor da bandeira tarifária amarela em maio, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Alimentação segue pressionando preços
Outro grupo que teve forte influência sobre a inflação em Rio Branco foi Alimentação e bebidas, que registrou alta de 0,92% no mês.
No Brasil, o grupo foi responsável por metade da inflação de maio. A alta foi de 1,33%, com impacto de 0,29 ponto percentual no índice nacional.
De acordo com o IBGE, os principais aumentos ocorreram na alimentação dentro de casa, especialmente nos preços da batata-inglesa, que subiu 44,69%, do tomate, com alta de 20,62%, da cebola, que avançou 16,80%, e das carnes, com aumento de 1,39%.
Vestuário também teve alta
Além de habitação e alimentação, o grupo Vestuário registrou uma das maiores variações em Rio Branco, com alta de 1,18% em maio.
Também apresentaram aumento os grupos Saúde e cuidados pessoais (0,79%), Comunicação (0,64%), Despesas pessoais (0,34%) e Educação (0,08%).
Transportes ajudaram a conter inflação maior
Dois grupos registraram queda em Rio Branco e contribuíram para evitar uma inflação mais elevada.
Artigos de residência recuou 0,69%, enquanto Transportes teve redução de 0,19%.
No país, o grupo Transportes foi o único a registrar queda em maio, com variação de -0,46%, influenciada principalmente pela redução dos combustíveis.
O etanol caiu 6,20%, o óleo diesel recuou 2,34% e a gasolina teve queda de 1,46%, sendo este o item com maior impacto negativo sobre a inflação nacional.
Rio Branco ficou abaixo da média nacional
Entre as capitais e regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, Rio Branco registrou inflação de 0,52%, abaixo da média brasileira de 0,58%.
As maiores variações do país foram observadas em Aracaju e Campo Grande, ambas com 1,31%. Já Curitiba apresentou a menor inflação do mês, com 0,29%.