Acre tem mais de 10% da população declarada ‘sem religião’, aponta IBGE


Os dados consolidados do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) jogam luz sobre a evolução do comportamento social e espiritual da população. No Acre, o grupo de pessoas que se declaram “sem religião” já representa 11,20% do total de habitantes, conforme aponta o mapa estatístico divulgado pelo instituto.

O índice acreano revela um comportamento dinâmico e plural em comparação com outros estados da Região Norte. O Acre supera numericamente os índices de estados vizinhos como o Amazonas (7,38%) e o Pará (7,06%). Por outro lado, fica atrás de Rondônia (12,93%) e de Roraima (16,94%) — este último ocupando o posto de maior percentual do país nessa categoria.Acre tem mais de 10% da população declarada 'sem religião', aponta IBGE

Quem são os “sem religião”?

De acordo com os analistas do IBGE, este grupo não é homogêneo. Longe de representar um bloco único de pensamento, a categoria “sem religião” reúne indivíduos com diferentes visões de mundo e convicções filosóficas, incluindo:

  • Ateus: Pessoas que não acreditam na existência de divindades;

  • Agnósticos: Aqueles que consideram a existência de Deus ou do sagrado algo incognoscível ou não provado;

  • Espiritualizados sem dogmas: Indivíduos que possuem algum tipo de fé, conexão espiritual ou acreditam em uma força superior, mas optam por não se vincular a nenhuma igreja, doutrina ou instituição religiosa específica.

O panorama nacional

Em termos nacionais, a distribuição da população sem religião varia de forma acentuada entre as unidades da federação, evidenciando trajetórias históricas, sociais e demográficas distintas em cada região.

No topo da lista, os maiores percentuais estão concentrados em Roraima (16,94%), Rio de Janeiro (16,89%), Rondônia (12,93%), Bahia (12,91%) e Espírito Santo (11,54%). No extremo oposto, os menores índices de pessoas sem filiação religiosa no país são registrados no Piauí (4,30%), Alagoas (5,27%), Minas Gerais (5,72%), Paraná (6,03%) e Rio Grande do Norte (6,15%).



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