Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero e apontado como líder da organização criminosa Tren de Aragua, morreu durante uma operação conjunta realizada pelos Estados Unidos e pela Venezuela. A informação foi confirmada pelos governos dos dois países nessa sexta-feira (12).
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Comando Sul norte-americano realizou um ataque “rápido e letal” contra Guerrero. Em publicação na rede Truth Social, Trump informou que a ação foi conduzida sob sua autorização e divulgou um vídeo que mostra um projétil atingindo um prédio, seguido de uma explosão.”
“Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta. […] Essa ação foi coordenada em estreita colaboração com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem. Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar e, sob minha liderança, encontraremos esses assassinos cruéis e chefões do narcotráfico a qualquer hora, em qualquer lugar”, disse o presidente na rede social.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a operação ocorreu no início desta semana e confirmou a morte de Guerrero durante o ataque.
Em nota oficial, o governo venezuelano confirmou a participação na operação e informou que Guerrero foi morto durante uma ação realizada no estado de Bolívar, no sul da Venezuela. Segundo as autoridades, a ofensiva envolveu troca de informações de inteligência e apoio tecnológico entre os dois países.
Procurado internacionalmente
Considerado um dos criminosos mais procurados da América Latina, Niño Guerrero era apontado como o principal líder do Tren de Aragua, organização criminosa surgida na prisão de Tocorón, na Venezuela, e que expandiu suas atividades para diversos países da região. O grupo é investigado por crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, sequestros, homicídios e lavagem de dinheiro.
Guerrero estava foragido desde 2023, quando escapou da prisão de Tocorón pouco antes de uma grande operação policial no complexo penitenciário. Desde então, era alvo de investigações internacionais.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à prisão do criminoso. Além disso, ele respondia a acusações na Justiça norte-americana por crimes relacionados ao crime organizado transnacional e apoio a atividades classificadas pelos EUA como terrorismo.
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