Uma jovem de 18 anos, que se intitulava empreendedora no ramo do tráfico de drogas e tinha como objetivo expandir os negócios para municípios do interior, principalmente da região do Alto Acre, além de Rio Branco, foi presa por uma guarnição da Força Tática do 3º Batalhão da Polícia Militar portando uma porção de skunk, conhecida como “supermaconha”.
Apesar da pouca idade, ela já exercia o controle sobre um ponto de venda de drogas localizado na Rua Vasco da Gama, no Conjunto Defesa Civil, bairro Tancredo Neves, na parte alta da capital. Durante conversa com os policiais, a suspeita confessou que possuía mais de um quilo de maconha enterrado em Acrelândia, onde mantinha três bocas de fumo terceirizadas mediante divisão dos lucros. A droga foi localizada e apreendida, e a jovem acabou autuada por tráfico de entorpecentes.
De acordo com as informações, a investigada investiu parte do dinheiro obtido com o comércio ilegal para criar três pontos de venda de drogas em locais estratégicos de Acrelândia. Posteriormente, repassou a administração das bocas de fumo a terceiros, que exploravam a atividade mediante o pagamento de uma porcentagem dos lucros.
Mesmo residindo em Rio Branco, ela continuava administrando os negócios em Acrelândia e já pretendia expandir o esquema para outros municípios. Cabia à suspeita abastecer os pontos de venda e retornar periodicamente à cidade apenas para recolher o dinheiro do faturamento.
Na noite de quinta-feira, durante a abordagem realizada na Rua Vasco da Gama, no Conjunto Defesa Civil, a jovem estava com uma quantidade de skunk que, isoladamente, poderia caracterizar apenas porte para consumo pessoal. No entanto, ao revelar espontaneamente a existência de mais de um quilo de maconha enterrado em uma área de mata em Acrelândia, os policiais acionaram agentes da Polícia Civil do município, que localizaram a droga sem dificuldades. A apreensão do entorpecente reforçou as evidências e resultou na prisão da suspeita por tráfico de drogas.