A possibilidade está prevista no regulamento da Fifa e vale para todas as seleções participantes do Mundial. Depois desse limite, que corresponde a 24 horas antes da primeira partida de cada equipe, nenhum jogador poderá ser substituído, independentemente de sua condição física. No caso do Brasil, o prazo termina exatamente um dia antes da estreia contra Marrocos, marcada para sábado (13), às 19h, em Nova Jersey.
Caso a comissão técnica precise realizar uma nova alteração, o substituto obrigatoriamente deverá fazer parte da lista prévia de 55 jogadores enviada pela CBF à Fifa em maio. Qualquer exceção depende de autorização expressa da entidade máxima do futebol.
Apesar da possibilidade regulamentar, nem toda lesão resulta automaticamente em corte. A decisão final cabe à comissão técnica, que avalia o tempo de recuperação do atleta e sua possibilidade de participação ao longo do torneio.
Exemplos recentes do Brasil
Os casos recentes de Wesley e Neymar ajudam a entender como funciona esse processo. Afinal, o lateral sofreu uma lesão de grau três na coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito, último compromisso do Brasil antes da Copa. Como o tempo de recuperação inviabilizava sua participação no torneio, a comissão técnica optou pelo corte. Assim, a CBF anunciou a saída do jogador no dia 7 de junho e convocou o volante Éderson, da Atalanta, para ocupar a vaga.
Por outro lado, Neymar viveu uma situação diferente. O camisa 10 se lesionou no dia 17 de maio, durante a partida entre Santos e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. Inicialmente, o clube informou que o problema era apenas um edema na panturrilha, o que permitiu sua convocação.
Quando se apresentou à seleção, em 27 de maio, exames mais detalhados apontaram uma lesão de grau dois. Mesmo assim, a comissão técnica decidiu mantê-lo no grupo.
A avaliação interna foi de que o atacante teria condições de se recuperar durante a competição. A previsão médica apontava um período entre duas e três semanas para retorno aos gramados. Por isso, Neymar seguiu com a delegação nos Estados Unidos, permaneceu em tratamento e ficou fora dos amistosos preparatórios. A tendência é que também não participe da estreia contra Marrocos.