Manaus – O governador Roberto Cidade reagiu nesta quinta-feira (11) às críticas feitas pelo senador Omar Aziz sobre o decreto que prevê o contingenciamento de R$ 100 milhões destinados à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “Não vai ser nenhuma narrativa política de alguém que é da velha política, que sabe fazer terror para dizer que vai solucionar e todo mundo sabe lá atras de fatos que acontecerem”, refutou Cidade.

(Foto: Alex Pazuello/Secom)
Durante coletiva de imprensa, o chefe do Executivo estadual esclareceu que a medida tem caráter exclusivamente preventivo e não representa cortes nas atividades acadêmicas, administrativas ou nos serviços prestados pela instituição.
“O contingenciamento é uma medida preventiva. Não há corte de serviços, não há paralisação de atividades e não há qualquer prejuízo para os alunos ou para a comunidade acadêmica da UEA”, afirmou o governador durante a coletiva.
A manifestação ocorreu após declarações do senador Omar Aziz, que criticou o decreto e levantou preocupações sobre possíveis impactos na universidade. Para o Governo do Amazonas, no entanto, as afirmações do parlamentar não refletem a realidade da medida adotada pela gestão estadual.
“Estamos trabalhando incansavelmente e estamos tendo responsabilidade com os recursos públicos. E não vai ser nenhuma narrativa política de alguém que é da velha política, que sabe fazer terror para dizer que vai solucionar e todo mundo sabe lá atras de fatos que acontecerem”, refutou Cidade.
Nos bastidores políticos, a resposta do governador foi interpretada como uma reação direta ao discurso adotado por Omar Aziz. A avaliaçãp é que o senador tenta criar um cenário artificial de crise sem considerar os esclarecimentos técnicos apresentados pelo governo sobre o caráter preventivo da medida.
A preocupação seria por conta dos resultados divulgados por pesquisas de intenção de voto, que apontam crescimento dos índices de rejeição e oscilações em seu desempenho eleitoral, com queda seguida dos índices nas pesquisas. Nesse contexto, Omar utilizou a tribuna do Senado Federal para fazer críticas à atual gestão estadual, intensificando o embate político com o grupo do governador Roberto Cidade.
A gestão estadual sustenta que o monitoramento das despesas e receitas é uma prática comum na administração pública e necessária para assegurar a continuidade dos serviços essenciais, especialmente em períodos de instabilidade econômica.