
O setor de transporte rodoviário de cargas, fundamental para a economia do país, ainda enfrenta desafios significativos de renovação geracional e inclusão. Em 2024, apenas 4,1% dos caminhoneiros brasileiros tinham até 30 anos, segundo o ILOS — um dado que acende o alerta para a necessidade de atrair novos profissionais. A representatividade feminina também é um ponto de atenção: de acordo com dado de 2024 do Ministério das Cidades, o Brasil conta com apenas cerca de 150 mil caminhoneiras mulheres.
Motoristas da JSL
Apenas no primeiro semestre de 2025, a JSL — empresa com o maior e mais completo portfólio de serviços logísticos do país — incluindo todas as suas empresas adquiridas, já percorreu mais de 445 milhões de quilômetros e transportou cerca de 23 milhões de toneladas de produtos e matérias-primas, atendendo aos diferentes setores da economia. Com uma frota superior a 35 mil ativos, a empresa já percorreu, em rotas nacionais e internacionais, o equivalente a mais de 10 mil voltas ao redor da Terra.
Números como esses só são possíveis graças à atuação dos quase 11 mil motoristas da JSL e de suas empresas adquiridas, que movimentam, diariamente, a logística rodoviária no país. Neste 25 de julho, Dia do Motorista, a JSL destaca as ações que têm colocado em prática para valorizar, capacitar e cuidar desses profissionais em todo o Brasil, como a Escola de Motoristas, o programa Mulheres na Direção e a Cultura de Segurança com foco na redução de acidentes.
Escola de Motoristas
Lançada em 2025, a iniciativa tem como objetivo formar homens e mulheres sem experiência prévia na profissão. O programa- piloto começou no Mato Grosso do Sul com uma turma de 20 participantes em formação e prevê a realização de quatro turmas por ano em diferentes regiões do país. Com o apoio do SEST SENAT, o curso oferece uma carga horária de 374 horas, divididas entre conteúdos técnicos e de desenvolvimento comportamental.
Programa Mulheres na Direção
Criado em 2021, o programa já está em sua 15ª edição e formou mais de 220 mulheres para atuarem em diversas funções, como motoristas de carreta e operadoras de empilhadeira. Histórias inspiradoras, como a de Eleonara Faria, que sempre sonhou em ser motorista e teve mais de 800 currículos recusados por falta de experiência, demonstram o impacto social da iniciativa. Hoje, aos 57 anos, ela já foi contratada pela companhia e atua como motorista de caminhão desde maio de 2025.
Por meio do programa, a JSL vem fortalecendo seus esforços para reduzir acidentes envolvendo colaboradores, com a implementação de um conjunto robusto de iniciativas em diversas regiões do país. A estratégia inclui o uso de tecnologias avançadas, como câmeras com reconhecimento de distrações, sensores anti-fadiga, plataforma de avaliação física e emocional e simuladores de direção — estes últimos localizados exclusivamente no Mato Grosso do Sul, onde a empresa mantém uma unidade de formação de motoristas.
Essas ferramentas integram uma operação estruturada, monitorada em tempo real a partir da torre de controle em Itaquaquecetuba (SP), responsável pelo acompanhamento de todas as operações logísticas da empresa. Entre 2021 e 2024, as ações voltadas à segurança contribuíram para uma redução de 20% no total de acidentes com colaboradores, incluindo quedas significativas tanto nos casos com afastamento quanto nos sem afastamento.