Menos da metade das casas no Acre contam com árvores nas calçadas, alerta Censo do IBGE


Em meio às celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, um novo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado no Censo 2022, trouxe um dado preocupante para a qualidade de vida nas cidades do Acre. A Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios revelou que apenas 42,4% dos lares no Acre possuem pelo menos uma árvore plantada em seu entorno imediato, como calçadas, canteiros ou praças vizinhas.

O índice coloca o Acre em uma posição alarmante na faixa crítica do mapa nacional (classificada na cor vermelha, de estados com até 50% de cobertura). A realidade acreana fica muito abaixo da média nacional, que é de 66,56%. Quando olhamos para o topo do ranking, a distância se torna ainda maior: o Mato Grosso do Sul lidera o país com expressivos 92,49% de suas casas arborizadas, enquanto Sergipe registra a menor proporção do Brasil, com 38,71%.Menos da metade das casas no Acre contam com árvores nas calçadas, alerta Censo do IBGE

O contraste na Amazônia

Viver em plena Região Amazônica não tem sido sinônimo de cidades arborizadas. O Acre compartilha esse cenário de pouca sombra com vizinhos próximos. O Amazonas, por exemplo, registra 45,27% de domicílios com árvores ao redor. Por outro lado, o estado de Rondônia surge como um ponto fora da curva na nossa região geográfica, ostentando 78,95% de suas residências cercadas por árvores em áreas públicas mapeadas.

Por que a arborização urbana importa?

O mapeamento da presença de árvores nas ruas serve como uma ferramenta essencial para o planejamento público. Cidades mais arborizadas enfrentam melhor as chamadas “ilhas de calor”, oferecem calçadas mais frescas para os pedestres, ajudam a escoar a água das chuvas de forma mais saudável e tornam o ambiente urbano mais resiliente diante das mudanças climáticas globais.

Para os acreanos, acostumados com as altas temperaturas durante os períodos de seca, os números mostram que o desafio ambiental começa logo ao sair pelo portão de casa. De modo que o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao plantio de árvores nas calçadas de Rio Branco e dos municípios do interior surge não apenas como uma pauta ecológica, mas como uma necessidade urgente para o bem-estar e a saúde dos cidadãos.



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